Ciclo de concertos da Orquestra Clássica do Centro em cinco palácios da justiça - Notícia


Resultado de imagem para observadorA Orquestra Clássica do Centro vai promover três concertos em seis palácios diferentes. O evento foi intitulado de "Concertos da Justiça - Ciclo dos Palácios" e tem entradas gratuitas, mas limitadas.

Texto Agência Lusa 19 fev 2020, 17:32

A Orquestra Clássica do Centro (OCC) promove, em parceria com os tribunais de Relação, um ciclo de concertos, este ano e em 2021, nos palácios da justiça de Coimbra, Lisboa, Porto, Évora, Leiria e Guimarães. Intitulado “Concertos da Justiça — Ciclo dos Palácios”, o evento terá inicio na quinta-feira, às 17h10, no Palácio da Justiça de Leiria, que está a comemorar o 60.º aniversário da sua construção.

Após o concerto em Leiria, subordinado ao tema “Entardecer Lírico”, com a participação do quarteto de cordas da OCC e do tenor Paulo Ferreira, será apresentado um livro comemorativo precisamente dos 60 anos do Palácio da Justiça daquela cidade (“Estudos comemorativos do 60º aniversário da inauguração do Palácio da Justiça de Leiria”) e terá lugar uma tertúlia.

O ciclo, que conta com o apoio do Ministério da Cultura, através da Direção-Geral das Artes, tem entradas gratuitas, mas limitadas, no entanto, ao espaço das respetivas salas, refere uma nota da OCC enviada esta quarta-feira à agência Lusa.A iniciativa prevê três concertos em cada um dos palácios da justiça participantes, acrescenta a nota da Orquestra do Centro, adiantando que o segundo concerto terá lugar em Guimarães, no dia 16 de maio (“as restantes datas serão anunciadas oportunamente”, no sites da OCC e dos tribunais onde os concertos terão lugar).

Sustentando que este ciclo vai dar a oportunidade ao público “de assistir a concertos em palácios únicos em história e significado, e onde, por norma, não se tem entrado por razões de cultura”, a presidente da OCC, Emília Martins, considera que “se a justiça é o bem maior de uma comunidade, a cultura, a música e a arte são o indispensável alimento dos que a aplicam, assim como dos que dela são destinatários”.“Sendo uma forma de arte, a música é sempre capaz de criar, inovar”, afirma, citada pela OCC, Emília Martins, defendendo que esta é “uma atividade artística por excelência promotora do encontro e do conhecimento da própria música, mas também dos espaços e da história de cada um dos palácios da Justiça.

“Espaços que são lugares onde se faz Justiça e onde também se faz justiça à cultura”, sublinha a presidente da OCC, concluído que, deste modo, se marca “encontro com a música, com a cultura, abrangendo o património material e imaterial”.

A OCC apresentou-se pela primeira vez, enquanto orquestra profissional, em dezembro de 2001, com 25 elementos e com a denominação de Orquestra de Câmara de Coimbra. No ano seguinte, passou a ser composta por 32 elementos, sendo esta a sua atual constituição. Em 2004, alterou o seu nome para a atual designação.

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