Tribunal de Coimbra divulga azulejos com livro e colóquio

 


Tribunal de Coimbra divulga azulejos com livro e colóquio

 Um livro sobre os painéis de azulejos do Palácio da Justiça de Coimbra vai ser lançado, na quarta-feira, durante um colóquio sobre o tema organizado pelo Tribunal da Relação de Coimbra.

 

Com o título “Os azulejos de Jorge Rey Colaço que decoram o Palácio da Justiça de Coimbra”, a obra, da autoria de Cláudia Emanuel, é apresentada no salão nobre do Palácio da Justiça, no âmbito de uma sessão em que intervém o presidente do Tribunal da Relação de Coimbra, Luís Azevedo Mendes, entre outros oradores.

“Este livro vem colmatar uma lacuna na historiografia de arte no que diz respeito à obra azulejar de Jorge Colaço e em particular à obra que realizou para o Palácio da Justiça de Coimbra”, disse hoje à agência Lusa a historiadora Cláudia Emanuel, que estuda a produção artística de Colaço no contexto da preparação do seu doutoramento na área do património.

Em declarações à Lusa, o juiz desembargador Luís Azevedo Mendes justificou a iniciativa do Tribunal da Relação, que em 2018 comemorou 100 anos, com a necessidade de “a Justiça ter uma política de comunicação diferente”, com os jornalistas e os cidadãos em geral.

“É importante criar um ambiente amigável de comunicação e encontro”, para que os edifícios da Justiça, um pouco por todo o país, “não sejam para esmagar e intimidar” as pessoas.

Luís Azevedo Mendes salientou que azulejos de Jorge Colaço (1868-1942) “são conhecidos em todo o país, mas menos conhecidos em Coimbra”, cujo Palácio da Justiça, na rua da Sofia, está situado na zona da cidade classificada como Património da Humanidade.

Os painéis de Jorge Colaço “valorizam e dignificam o Palácio da Justiça” da cidade do Mondego, realçou Cláudia Emanuel.

“À semelhança das catedrais medievais, onde a gesta divina era narrada na pedra, nos vitrais e nos retábulos, o novo Palácio da Justiça propõe-se inculcar uma lição de História de Portugal, de sentido épico, inspirada nos ‘Lusíadas’, através dos painéis cerâmicos decorativos, consignados à Cerâmica Lusitânia e ao grande pintor ceramista Jorge Colaço”, refere o Tribunal da Relação na sua página da internet.

“Jorge Colaço, cuja obra azulejar em Portugal ascende a um milhar de painéis, imortalizou neste espaço da Justiça uma das suas mais magníficas obras, quer pelo traço pictórico irrepreensível, quer pela singularidade dos motivos. As composições nos painéis apelam para o valor da Justiça e para a necessidade de salvaguardar na memória os feitos passados relacionados com Coimbra”, segundo Cláudia Emanuel.

Além da autora, intervêm na apresentação do livro António Pacheco, conservador do Museu Nacional de Machado de Castro, José Vitorino, arquiteto, e Leonor Sá, diretora do projeto “SOS Azulejo” da Polícia Judiciária.

Inês de Castro, D. Sancho II, Rainha Santa Isabel (Isabel de Aragão) e Infante D. Pedro são algumas das figuras históricas ligadas a Coimbra que inspiraram Colaço na criação dos painéis de azulejos do edifício, propriedade dos condes do Ameal entre 1892 e 1928.

 

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