{"id":35630,"date":"2019-03-21T14:30:24","date_gmt":"2019-03-21T14:30:24","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2019\/03\/21\/contrato-de-compra-e-venda-nulidade-formal-conversao-contrato-promessa-de-compra-e-venda-promessa-de-venda-de-coisa-alheia-execucao-especifica-sinal-recurso-conclusoes-impugnacao-de-facto-nulidade-da\/"},"modified":"2019-03-21T14:30:24","modified_gmt":"2019-03-21T14:30:24","slug":"contrato-de-compra-e-venda-nulidade-formal-conversao-contrato-promessa-de-compra-e-venda-promessa-de-venda-de-coisa-alheia-execucao-especifica-sinal-recurso-conclusoes-impugnacao-de-facto-nulidade-da","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/contrato-de-compra-e-venda-nulidade-formal-conversao-contrato-promessa-de-compra-e-venda-promessa-de-venda-de-coisa-alheia-execucao-especifica-sinal-recurso-conclusoes-impugnacao-de-facto-nulidade-da\/","title":{"rendered":"Contrato de compra e venda. Nulidade formal. Convers\u00e3o. Contrato promessa de compra e venda. Promessa de venda de coisa alheia. Execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Sinal. Recurso. Conclus\u00f5es. Impugna\u00e7\u00e3o de facto. Nulidade da senten\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_35630\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"35630\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>CONTRATO DE COMPRA E VENDA.&nbsp;NULIDADE FORMAL.&nbsp;CONVERS\u00c3O.&nbsp;CONTRATO PROMESSA DE COMPRA E VENDA.&nbsp;PROMESSA DE VENDA DE COISA ALHEIA.&nbsp;EXECU\u00c7\u00c3O ESPEC\u00cdFICA.&nbsp;SINAL.&nbsp;RECURSO.&nbsp;CONCLUS\u00d5ES.&nbsp;IMPUGNA\u00c7\u00c3O DE FACTO.&nbsp;NULIDADE DA SENTEN\u00c7A<br \/> \tAPELA\u00c7\u00c3O N\u00ba <\/strong>1678\/12.8TBGRD.C1<br \/> \t<strong>Relator: <\/strong>MOREIRA DO CARMO<br \/> \t<strong>Data do Acord\u00e3o:<\/strong> 19-09-2018<br \/> \t<strong>Tribunal: <\/strong>TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DA GUARDA &#8211; GUARDA &#8211; JL C\u00cdVEL &#8211; JUIZ 2<br \/> \t<strong>Legisla\u00e7\u00e3o: <\/strong>ARTS.293, 350, 410, 441, 442, 830, 874, 892, 1404, 1408 CC, 615 N\u00ba1 D), 640 N\u00ba1 B) CPC<br \/> \t<strong>Sum\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tUm contrato de compra e venda nulo por falta de forma, pode e deve, em regra, converter-se num contrato-promessa, desde que verificados os requisitos legais da subst\u00e2ncia, da forma e da vontade hipot\u00e9tica dos contratantes;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tTal verifica-se se um dos AA quis vender dois im\u00f3veis, os RR quiseram comprar, mas o contrato \u00e9 nulo por v\u00edcio formal, estando os contratantes e o objecto do neg\u00f3cio perfeitamente identificados, o pre\u00e7o fixado e pago, pre\u00e7o esse correspondente ao valor real de tais im\u00f3veis, que foram ocupados pelos RR e onde efectuaram uma constru\u00e7\u00e3o, realizaram trabalhos e plantaram \u00e1rvores, e tendo ambas as partes contratantes exarado o contrato em escrito particular assinado pelos outorgantes.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tSe esse A. promitente vendedor \u00e9 um dos outros herdeiros, integrando os referidos dois im\u00f3veis heran\u00e7a indivisa, estaremos defronte a uma promessa de venda de coisa alheia, mas que \u00e9 v\u00e1lida face ao disposto nos arts. 410\u00ba, n\u00ba 1, parte final, 892\u00ba, 1404\u00ba e 1408\u00ba, n\u00ba 1 e 2, do CC, devidamente conjugados.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tOs RR promitentes compradores n\u00e3o podem obter a execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica contra os referidos demais herdeiros por estes n\u00e3o terem outorgado no dito contrato promessa e assim n\u00e3o existir declara\u00e7\u00e3o negocial em falta a suprir atrav\u00e9s de senten\u00e7a, e tamb\u00e9m n\u00e3o podem obter tal execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica contra o A. herdeiro promitente vendedor, por face \u00e0 recusa em vender dos demais herdeiros a isso se opor a natureza da obriga\u00e7\u00e3o assumida (art. 830\u00ba, n\u00ba 1, do CC).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tDo disposto no art. 441\u00ba do CC resulta que se presume que tem car\u00e1cter de sinal toda a quantia entregue pelo promitente- comprador ao promitente-vendedor, ainda que a t\u00edtulo de antecipa\u00e7\u00e3o total (ou princ\u00edpio) de pagamento do pre\u00e7o, presun\u00e7\u00e3o legal juris tantum e como tal ilid\u00edvel, nos termos do art. 350\u00ba, n\u00ba 2, do CC.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tNum contrato promessa de compra e venda, por convers\u00e3o de um definitivo, em que se demonstra que um dos AA quis vender dois im\u00f3veis, com conhecimento dos demais herdeiros, os RR quiseram comprar, tendo-lhes sido por aquele que os ditos herdeiros concordavam, estando os contratantes e o objecto do neg\u00f3cio perfeitamente identificados, o pre\u00e7o fixado e totalmente pago, pre\u00e7o esse correspondente ao valor real de tais im\u00f3veis, que foram ocupados pelos RR, tal realidade deve fazer concluir que o pre\u00e7o pago o foi a t\u00edtulo de antecipa\u00e7\u00e3o total da obriga\u00e7\u00e3o futura, a que emergia do contrato prometido, e n\u00e3o como um simples sinal.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tInexistindo sinal n\u00e3o pode o promitente-comprador exigir a sua devolu\u00e7\u00e3o em dobro, a coberto do art. 442\u00ba, n\u00ba 2, do CC; nesse caso e n\u00e3o sendo poss\u00edvel o cumprimento do contrato-promessa deve ser devolvido ao promitente-comprador a quantia que entregou como antecipa\u00e7\u00e3o total do cumprimento.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tCaso haja sinal constitu\u00eddo, nos termos desse art. 442\u00ba, n\u00ba 2, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel exigir o dobro se o n\u00e3o cumprimento do contrato for imput\u00e1vel ao outro contraente.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tNa situa\u00e7\u00e3o de validade de um contrato-promessa de coisa alheia, quanto \u00e0 amplitude da promessa o promitente-vendedor pode assumir uma obriga\u00e7\u00e3o de meios, obrigando-se somente a usar de normal dilig\u00eancia no sentido de obter a coisa ou no sentido de obter o consentimento de terceiro a quem perten\u00e7a ou que sobre ela tenha direitos, e pode assumir uma obriga\u00e7\u00e3o de resultado, garantindo ao promiss\u00e1rio a celebra\u00e7\u00e3o do contrato prometido.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tCaso seja qualificada como obriga\u00e7\u00e3o de meios, s\u00f3 a prova pelo promitente-comprador da actua\u00e7\u00e3o culposa do promitente-vendedor origina a aplica\u00e7\u00e3o das regras do incumprimento da promessa.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tN\u00e3o se demonstrando, atrav\u00e9s da factualidade apurada, que o A. promitente vendedor agiu culposamente relativamente a essa obriga\u00e7\u00e3o de meios, o sinal tem de ser devolvido aos RR promitentes-compradores.&nbsp;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tQuando as conclus\u00f5es contenham um fundamento ou raz\u00e3o que n\u00e3o tenha sido exposta\/desenvolvida nas alega\u00e7\u00f5es deve considerar-se n\u00e3o impugnada, nessa parte, a decis\u00e3o recorrida, com a consequente impossibilidade de conhecimento, nesse segmento, do objecto do recurso.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tS\u00f3 h\u00e1 nulidade da decis\u00e3o (art. 615\u00ba, n\u00ba 1, d), 1\u00aa parte, do CPC) se entre a sua fundamenta\u00e7\u00e3o e a decis\u00e3o tirada a final houver contradi\u00e7\u00e3o l\u00f3gica; se os factos provados implicarem uma determinada decis\u00e3o e o julgador tirar outra o que se verifica \u00e9 um erro de julgamento de direito mas n\u00e3o a apontada nulidade.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tSe o recorrente n\u00e3o especificar quais os concretos meios probat\u00f3rios, constantes do processo ou de registo da grava\u00e7\u00e3o realizada, que impunham decis\u00e3o diversa sobre os pontos que impugnou, a impugna\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria de facto deve ser rejeitada, nos termos do art. 640\u00ba, n\u00ba 1, b), CPC.&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc\/bd46c6e4967ee4c18025833500545f63?OpenDocument\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_35630\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"35630\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>CONTRATO DE COMPRA E VENDA.&nbsp;NULIDADE FORMAL.&nbsp;CONVERS\u00c3O.&nbsp;CONTRATO PROMESSA DE COMPRA E VENDA.&nbsp;PROMESSA DE VENDA DE COISA ALHEIA.&nbsp;EXECU\u00c7\u00c3O ESPEC\u00cdFICA.&nbsp;SINAL.&nbsp;RECURSO.&nbsp;CONCLUS\u00d5ES.&nbsp;IMPUGNA\u00c7\u00c3O DE FACTO.&nbsp;NULIDADE DA<\/p>\n","protected":false},"author":37,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[229],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35630"}],"collection":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/users\/37"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35630"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35630\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}