{"id":35401,"date":"2019-02-04T15:34:12","date_gmt":"2019-02-04T15:34:12","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2019\/02\/04\/contrato-promessa-de-compra-e-venda-impugnacao-de-facto-declaracoes-de-parte-nulidade-formal-abuso-de-direito-inalegalidade\/"},"modified":"2019-02-04T15:34:12","modified_gmt":"2019-02-04T15:34:12","slug":"contrato-promessa-de-compra-e-venda-impugnacao-de-facto-declaracoes-de-parte-nulidade-formal-abuso-de-direito-inalegalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/contrato-promessa-de-compra-e-venda-impugnacao-de-facto-declaracoes-de-parte-nulidade-formal-abuso-de-direito-inalegalidade\/","title":{"rendered":"Contrato promessa de compra e venda. Impugna\u00e7\u00e3o de facto. Declara\u00e7\u00f5es de parte. Nulidade formal. Abuso de direito. Inalegalidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_35401\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"35401\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>CONTRATO PROMESSA DE COMPRA E VENDA.&nbsp;IMPUGNA\u00c7\u00c3O DE FACTO.&nbsp;DECLARA\u00c7\u00d5ES DE PARTE.&nbsp;NULIDADE FORMAL.&nbsp;ABUSO DE DIREITO.&nbsp;INALEGALIDADE<br \/> \tAPELA\u00c7\u00c3O N\u00ba <\/strong>752\/17.9T8LRA. C1<br \/> \t<strong>Relator: <\/strong>MOREIRA DO CARMO<br \/> \t<strong>Data do Acord\u00e3o:<\/strong> 19-12-2018<br \/> \t<strong>Tribunal:<\/strong> TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE LEIRIA &#8211; LEIRIA &#8211; JC C\u00cdVEL &#8211; JUIZ 1<br \/> \t<strong>Legisla\u00e7\u00e3o: <\/strong>ARTS.334, 410 CC, 466, 640 CPC<br \/> \t<strong>Sum\u00e1rio: <\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tN\u00e3o h\u00e1 lugar \u00e0 reaprecia\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria de facto quando o facto concreto objecto da impugna\u00e7\u00e3o for insuscept\u00edvel de, face \u00e0s circunst\u00e2ncia pr\u00f3prias do caso em aprecia\u00e7\u00e3o, ter relev\u00e2ncia ou sufici\u00eancia jur\u00eddica para a solu\u00e7\u00e3o da causa ou m\u00e9rito do recurso, sob pena de se levar a cabo uma actividade processual que se sabe, de antem\u00e3o, ser inconsequente.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tAs declara\u00e7\u00f5es de parte, de mera aprecia\u00e7\u00e3o livre (como decorre do art. 466\u00ba, n\u00ba 3, do NCPC), desacompanhadas de outros elementos probat\u00f3rios confirmat\u00f3rios\/clarificadores, n\u00e3o podem valer por si s\u00f3, n\u00e3o tendo o cond\u00e3o de isoladas poderem fundar uma resposta positiva ao que o declarante afirma.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tEm situa\u00e7\u00f5es excepcionais e bem delimitadas, pode decretar-se, ao abrigo do instituto do abuso de direito, a inalegabilidade pela parte de um v\u00edcio formal do neg\u00f3cio jur\u00eddico, decorrente da preteri\u00e7\u00e3o das normas imperativas que, com base em raz\u00f5es de interesse p\u00fablico, regem a forma do acto: por\u00e9m, esta solu\u00e7\u00e3o \u2013 que conduz ao reconhecimento do v\u00edcio da nulidade, mas tamb\u00e9m \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o da sua normal e t\u00edpica efic\u00e1cia &#8211; carece de ser aplicada com particulares cautelas, n\u00e3o podendo generalizar-se ou banalizar-se, de modo a desconsiderar de modo sistem\u00e1tico o conte\u00fado da norma imperativa que regula a forma legalmente exigida para o acto.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tEm conson\u00e2ncia com esta orienta\u00e7\u00e3o geral, pode admitir-se a paralisa\u00e7\u00e3o da invocabilidade da nulidade por v\u00edcio de forma, com base num censur\u00e1vel venire contra factum proprium, quando a conduta das partes, sedimentada temporalmente, se traduziu num cumprimento do contrato, sem quaisquer focos de litigiosidade relevante, assumindo aquelas inteiramente os direitos e obriga\u00e7\u00f5es dele emergentes e criando, com tal estabilidade da rela\u00e7\u00e3o contratual, a fundada e leg\u00edtima confian\u00e7a na contraparte em que se n\u00e3o invocaria o v\u00edcio formal, verificado aquando da celebra\u00e7\u00e3o do acto;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\t\u00c9 o que se verifica quando: &#8211; os RR, como promitentes vendedores, no contrato promessa, celebrado em 26.11.2015, renunciaram expressamente ao reconhecimento das assinaturas bem, como ao direito de suscitar a nulidade do contrato decorrente da sua falta, logo a\u00ed dando a entender \u00e0 A., promitente compradora, que n\u00e3o iriam invocar essa nulidade; &#8211; por carta datada de 5.2.2016, recepcionada pela A. em 8.2.2016 a R. mulher solicitou \u00e0 A. a marca\u00e7\u00e3o da escritura prometida no contrato em causa at\u00e9 ao dia 12.2.2016, ou seja, interpelam a A. \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da escritura p\u00fablica, num \u201cprazo recorde\u201d, dando a\u00ed a entender que estavam muito interessados em realizar o neg\u00f3cio, gerando um refor\u00e7o da convic\u00e7\u00e3o junto da contraparte A. que pretendiam concretizar o neg\u00f3cio prometido, e n\u00e3o invocar a referida nulidade; &#8211; apesar desse prazo apertad\u00edssimo a A. logrou agendar a escritura para tal 12.2, munindo-se de todos os elementos necess\u00e1rios \u00e0 sua efectiva\u00e7\u00e3o, mas os RR afinal n\u00e3o compareceram \u00e0 mesma, n\u00e3o obstante a terem solicitado, em t\u00e3o curto prazo de tempo; &#8211; a dita intima\u00e7\u00e3o \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da escritura foi feita quando a m\u00e3e da R., tamb\u00e9m interveniente na celebra\u00e7\u00e3o do contrato promessa e cujo rogo irregular originou o v\u00edcio formal do contrato, j\u00e1 havia falecido, o que significa que aquando da apontada intima\u00e7\u00e3o o rogo irregular, o v\u00edcio formal do contrato, afinal n\u00e3o tinha import\u00e2ncia alguma para os RR; &#8211; 10 dias depois do prazo que deram \u00e0 A. para celebrar a escritura prometida, venderam o im\u00f3vel objecto do contrato promessa a um terceiro; &#8211; s\u00f3 na presente ac\u00e7\u00e3o \u00e9 que suscitam, pela 1\u00aa vez, a invoca\u00e7\u00e3o da nulidade decorrente do rogo irregular.&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc\/7430b130da4b778280258397005311e4?OpenDocument\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_35401\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"35401\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>CONTRATO PROMESSA DE COMPRA E VENDA.&nbsp;IMPUGNA\u00c7\u00c3O DE FACTO.&nbsp;DECLARA\u00c7\u00d5ES DE PARTE.&nbsp;NULIDADE FORMAL.&nbsp;ABUSO DE DIREITO.&nbsp;INALEGALIDADE APELA\u00c7\u00c3O N\u00ba 752\/17.9T8LRA. 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