{"id":34530,"date":"2017-05-08T12:26:30","date_gmt":"2017-05-08T12:26:30","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2017\/05\/08\/erro-na-forma-de-processo-nulidade-processual-declaracao-de-insolvencia-inutilidade-superveniente-da-lide-resolucao-contrato-de-arrendamento-insolvente\/"},"modified":"2017-05-08T12:26:30","modified_gmt":"2017-05-08T12:26:30","slug":"erro-na-forma-de-processo-nulidade-processual-declaracao-de-insolvencia-inutilidade-superveniente-da-lide-resolucao-contrato-de-arrendamento-insolvente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/erro-na-forma-de-processo-nulidade-processual-declaracao-de-insolvencia-inutilidade-superveniente-da-lide-resolucao-contrato-de-arrendamento-insolvente\/","title":{"rendered":"Erro na forma de processo. Nulidade processual. Declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia. Inutilidade superveniente da lide. Resolu\u00e7\u00e3o. Contrato de arrendamento. Insolvente"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_34530\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"34530\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>ERRO NA FORMA DE PROCESSO. NULIDADE PROCESSUAL. DECLARA\u00c7\u00c3O DE INSOLV\u00caNCIA. INUTILIDADE SUPERVENIENTE DA LIDE. RESOLU\u00c7\u00c3O. CONTRATO DE ARRENDAMENTO. INSOLVENTE<br \/> \tAPELA\u00c7\u00c3O N\u00ba <\/strong>3067\/16.6T8CBR.C1<br \/> \t<strong>Relator: <\/strong>ANT\u00d3NIO DOMINGOS PIRES ROBALO<br \/> \t<strong>Data do Acord\u00e3o: <\/strong>27-04-2017<br \/> \t<strong>Tribunal:<\/strong> TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE COIMBRA \u2013 COIMBRA \u2013 JL C\u00cdVEL \u2013 J2<br \/> \t<strong>Legisla\u00e7\u00e3o: <\/strong>ART\u00baS 193\u00ba, 196\u00ba E 287\u00ba, AL. E), DO NCPC; AC. UNIFORMIZADOR DE JURISPRUD\u00caNCIA DO STJ DE 08\/05\/2013; ART\u00ba 108\u00ba, N\u00ba 4, AL. A), DO CIRE<br \/> \t<strong>Sum\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tO erro na forma do processo consubstancia nulidade processual de conhecimento oficioso (cfr.art\u00bas.193 e 196 do C.P.Civil, na redac\u00e7\u00e3o da Lei 41\/2013, de 26\/6), deve ser conhecido no despacho saneador (cfr.art\u00ba. 595, n\u00ba.1, al.a), do C.P.Civil) ou, n\u00e3o existindo este, at\u00e9 \u00e0 senten\u00e7a final (cfr.art\u00ba. 200, n\u00ba.2, do C.P.Civil) e s\u00f3 pode ser arguido at\u00e9 \u00e0 contesta\u00e7\u00e3o ou neste articulado (cfr.art\u00ba.198, n\u00ba.1, do C.P.Civil), sendo que a causa de pedir \u00e9 irrelevante para efeitos de exame do eventual erro na forma do processo, para os quais apenas interessa considerar o pedido formulado pela parte.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\t\u00c9 consabido que o erro na forma de processo ocorre nos casos em que a pretens\u00e3o n\u00e3o seja deduzida segundo a forma geral ou especial de processo legalmente previstas.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tTratando-se de lide intentada contra a insolvente, antes da declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia, n\u00e3o se encontra no CIRE qualquer disposi\u00e7\u00e3o que apodicticamente disponha que as a\u00e7\u00f5es pendentes \u00e0 data da declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia em que seja demandado o devedor tenham de ver a inst\u00e2ncia extinta por impossibilidade, ou inutilidade, superveniente da lide.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tA massa insolvente (conceito constante do artigo 46.\u00ba, n.\u00ba 1 do CIRE) consiste em todo o patrim\u00f3nio do devedor \u00e0 data da declara\u00e7\u00e3o da insolv\u00eancia, tal como os bens e os direitos que venha a adquirir na pend\u00eancia do processo, e que n\u00e3o sejam absolutamente impenhor\u00e1veis.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tO CIRE n\u00e3o regula de forma sistematizada os efeitos da declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia sobre as a\u00e7\u00f5es declarativas intentadas contra o insolvente, o que se compreende, porque estas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o colocam em crise, pelo menos de forma imediata, o princ\u00edpio par conditio creditorum, ao contr\u00e1rio do que pode suceder com as a\u00e7\u00f5es executivas.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tO Ac. do STJ de 08\/05\/2013, proferido no processo 170\/08.0TTALM.L1.S1, com v\u00e1rios votos de vencido, publicado na base de dados do IGFEJ e tamb\u00e9m na 1\u00aa s\u00e9rie do Di\u00e1rio da Rep\u00fablica de 25\/02\/2014, pretendeu uniformizar a jurisprud\u00eancia no seguinte sentido: \u201cTransitada em julgado a senten\u00e7a que declara a insolv\u00eancia, fica impossibilitada de alcan\u00e7ar o seu efeito \u00fatil normal a ac\u00e7\u00e3o declarativa proposta pelo credor contra o devedor, destinada a obter o reconhecimento do cr\u00e9dito peticionado, pelo que cumpre decretar a extin\u00e7\u00e3o da inst\u00e2ncia, por inutilidade superveniente da lide, nos termos da al\u00ednea e) do art. 287 do CPC\u201d.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tO preceituado na al\u00ednea a) do n.\u00ba 4 do art\u00ba 108\u00ba do CIRE priva o senhorio do direito de resolu\u00e7\u00e3o do contrato com fundamento na falta de pagamento das rendas respeitantes ao per\u00edodo anterior \u00e0 declara\u00e7\u00e3o da insolv\u00eancia.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tSe a a\u00e7\u00e3o for intentada antes de ser declarada a insolv\u00eancia, o efeito da norma n\u00e3o pode ser \u2013 n\u00e3o podia ser logicamente \u2013 o de impedir a propositura da a\u00e7\u00e3o, mas sim o de impossibilitar a continua\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o a partir do tr\u00e2nsito em julgado da declara\u00e7\u00e3o. Ou seja, no caso, est\u00e1-se perante uma causa de extin\u00e7\u00e3o da inst\u00e2ncia por impossibilidade superveniente quanto a este pedido (cfr. al\u00ednea e) do art.287\u00ba do CPC).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tSe o locador n\u00e3o pode resolver o contrato com o fundamento no n\u00e3o pagamento de rendas do insolvente, n\u00e3o interessa que j\u00e1 tivesse pedido a resolu\u00e7\u00e3o, pois que a lei lhe tira o direito de o fazer com aquele fundamento objectivo.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tOcorrendo o fundamento de resolu\u00e7\u00e3o do contrato de arrendamento com o n\u00e3o pagamento das rendas depois da declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia, esse novo fundamento ter\u00e1 de dar origem a outro pedido, com base numa diferente situa\u00e7\u00e3o de facto, dirigido a entidade diferente (massa insolvente representada pelo administrador da insolv\u00eancia) e formulado noutro tribunal. E isso por estar dependente do processo de insolv\u00eancia, local pr\u00f3prio para se discutirem as quest\u00f5es relacionadas com a massa insolvente, tanto mais que o que est\u00e1 em causa \u00e9 um fundamento resolutivo relacionado com d\u00edvidas que deixam de ser da insolv\u00eancia para passarem a ser da massa insolvente.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tFace ao exposto, temos para n\u00f3s, que a inutilidade superveniente deve tamb\u00e9m abranger a resolu\u00e7\u00e3o do contrato, desde logo, por o reconhecimento da validade da resolu\u00e7\u00e3o ter consequ\u00eancias patrimoniais, pelo que tamb\u00e9m tal como no pedido das rendas vencidas acaba por se reconduzir a um direito de cr\u00e9dito.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc\/1a6718e930cda6ba8025811a003f000f?OpenDocument\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_34530\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"34530\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>ERRO NA FORMA DE PROCESSO. 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