{"id":33920,"date":"2016-05-24T09:18:03","date_gmt":"2016-05-24T09:18:03","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2016\/05\/24\/recurso-compartes-insolvencia-nao-impugnacao-da-lista-de-credores-efeito-nao-cominatorio-comunhao-conjugal-patrimonio-colectivo-penhora-venda-executiva\/"},"modified":"2016-05-24T09:18:03","modified_gmt":"2016-05-24T09:18:03","slug":"recurso-compartes-insolvencia-nao-impugnacao-da-lista-de-credores-efeito-nao-cominatorio-comunhao-conjugal-patrimonio-colectivo-penhora-venda-executiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/recurso-compartes-insolvencia-nao-impugnacao-da-lista-de-credores-efeito-nao-cominatorio-comunhao-conjugal-patrimonio-colectivo-penhora-venda-executiva\/","title":{"rendered":"Recurso. Compartes. Insolv\u00eancia. N\u00e3o impugna\u00e7\u00e3o da lista de credores. Efeito n\u00e3o cominat\u00f3rio. Comunh\u00e3o conjugal. Patrim\u00f3nio colectivo. Penhora. Venda executiva"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_33920\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"33920\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>RECURSO. COMPARTES. INSOLV\u00caNCIA. N\u00c3O IMPUGNA\u00c7\u00c3O DA LISTA DE CREDORES. EFEITO N\u00c3O COMINAT\u00d3RIO. COMUNH\u00c3O CONJUGAL. PATRIM\u00d3NIO COLECTIVO. PENHORA . VENDA EXECUTIVA<br \/> \tAPELA\u00c7\u00c3O N\u00ba <\/strong>836\/14.5T8ACB-C.C1<br \/> \t<strong>Relator:<\/strong> MARIA DOMINGAS SIM\u00d5ES<br \/> \t<strong>Data do Acord\u00e3o:<\/strong> 17-05-2016<br \/> \t<strong>Tribunal: <\/strong>COMARCA DE LEIRIA \u2013 ALCOBA\u00c7A \u2013 INST. CENTRAL \u2013 2\u00aa SEC. COM\u00c9RCIO<br \/> \t<strong>Legisla\u00e7\u00e3o: <\/strong>ART\u00baS 634\u00ba NCPC; 130\u00ba, N\u00ba 3 CIRE; 1730\u00ba, N\u00ba 1 DO C.CIVIL; 743\u00ba NCPC.<br \/> \t<strong>Sum\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tNos termos do art\u00ba 634\u00ba do nCPC, o recurso interposto por uma das partes aproveita aos seus compartes no caso de litiscons\u00f3rcio necess\u00e1rio (vide n.\u00ba 1). Fora do caso de litiscons\u00f3rcio necess\u00e1rio, o recurso interposto aproveita ainda aos outros \u201cse estes, na parte em que o interesse seja comum, derem a sua ades\u00e3o ao recorrente\u201d.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tDisp\u00f5e o n\u00ba 3 do art.\u00ba 130\u00ba do CIRE, disposi\u00e7\u00e3o legal que se ocupa da \u201cimpugna\u00e7\u00e3o da lista de credores reconhecidos\u201d, que n\u00e3o havendo impugna\u00e7\u00f5es \u201c\u00e9 de imediato proferida senten\u00e7a de verifica\u00e7\u00e3o e gradua\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, em que, salvo o caso de erro manifesto, se homologa a lista de credores reconhecidos elaborada pelo administrador da insolv\u00eancia e se graduam os cr\u00e9ditos em aten\u00e7\u00e3o ao que conste dessa lista\u201d.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tN\u00e3o se discute que a letra da lei parece atribuir efeito cominat\u00f3rio \u00e0 falta de impugna\u00e7\u00f5es, salvo o caso de erro manifesto. Todavia, cedo foi notada a inadequa\u00e7\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o, quando entendida como redutora do papel do juiz a uma mera formalidade, competindo-lhe apenas apor a chancela \u00e0 lista elaborada pelo Sr. AI, e isto desde logo face \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de que, tratando-se de mat\u00e9ria de enorme relevo e id\u00eantica complexidade jur\u00eddica, a aus\u00eancia de impugna\u00e7\u00f5es n\u00e3o d\u00e1 quaisquer garantias de que a lista se encontre correctamente elaborada.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tNo n\u00ba 3 do art\u00ba 130\u00ba do CIRE deve interpretar-se em termos amplos o conceito de erro manifesto, n\u00e3o podendo o juiz abster-se de verificar a conformidade substancial e formal dos t\u00edtulos dos cr\u00e9ditos constantes da lista que vai homologar, para o que pode e deve solicitar ao administrador os elementos de que necessite, fazendo-se ainda notar que o erro de que aqui se fala pode respeitar \u201c\u00e0 indevida inclus\u00e3o do cr\u00e9dito na lista, ao seu montante ou \u00e0s suas qualidades\u201d.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tA comunh\u00e3o conjugal constitui um patrim\u00f3nio de m\u00e3o comum ou propriedade colectiva, dando origem a um \u00fanico direito encabe\u00e7ado pelos dois c\u00f4njuges: n\u00e3o se trata, portanto, de cada c\u00f4njuge ter direito a metade de cada bem concreto dos que integram o patrim\u00f3nio comum do casal, mas antes do direito ao valor de metade deste patrim\u00f3nio. \u201cO direito a metade \u00e9 (\u2026) um direito ao valor de metade\u201d (cf. art.\u00ba 1730.\u00ba, n.\u00ba 1 do CC).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\t\u00c9 de admitir a realiza\u00e7\u00e3o da venda dos bens que compunham o patrim\u00f3nio comum de um ex-casal de insolventes, com partilha do produto da venda por ambas as massas insolventes, a despeito de estas serem compostas, num e outro processo, pelo direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o nos bens comuns de cada um dos ex-c\u00f4njuges.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tRecusando embora a atribui\u00e7\u00e3o da natureza exclusivamente executiva ao processo insolvencial, atendendo aos \u201cimportantes efeitos substantivos da declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia\u201d, e concluindo portanto pela sua natureza mista, \u00e9 isento de d\u00favida que os \u201cactos do processo relativos ao activo da massa insolvente t\u00eam natureza prevalentemente executiva\u201d.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tInexiste assim obst\u00e1culo \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do disposto no art.\u00ba 743\u00ba do CPC, nomeadamente da solu\u00e7\u00e3o consagrada no seu n.\u00ba 2, aos processos de insolv\u00eancia nos quais foi arrolado o \u201cdireito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o\u201d de cada um dos ex-c\u00f4njuges (cf. art.\u00ba 17\u00ba do CIRE).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tTal solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o contraria as disposi\u00e7\u00f5es do CIRE, que acolhe regime id\u00eantico quando est\u00e1 em causa uma situa\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia envolvendo os dois c\u00f4njuges, prevendo a liquida\u00e7\u00e3o dos bens comuns &#8211; e n\u00e3o do direito de cada um \u00e0 mea\u00e7\u00e3o &#8211; ainda que separada da liquida\u00e7\u00e3o dos bens pr\u00f3prios de um e outro c\u00f4njuges, caso existam, sendo ineg\u00e1vel a identidade entre esta situa\u00e7\u00e3o e aquela outra em que o div\u00f3rcio foi decretado antes da declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia que atingiu ambos os membros do dissolvido casal, sendo comuns os credores e o patrim\u00f3nio comum n\u00e3o tenha sido partilhado.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tEfectuada a venda dos bens comuns por escritura na qual intervieram ambos os administradores, dever\u00e1 a mesma manter-se, e tendo o produto revertido a favor das massas insolventes na propor\u00e7\u00e3o de metade para cada uma, ser\u00e1 sobre ele que ser\u00e1 feita a gradua\u00e7\u00e3o, mantendo a credora recorrente a garantia hipotec\u00e1ria nos termos do n.\u00ba 3 do artigo 823.\u00ba do CC e, consequentemente, o direito a ser paga com a prefer\u00eancia que a lei lhe atribui (cf. art.\u00ba 686\u00ba do mesmo diploma legal).<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc\/a278e7ce2b96745180257fbc004d8a21?OpenDocument\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<br \/> \t<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_33920\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"33920\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>RECURSO. COMPARTES. INSOLV\u00caNCIA. N\u00c3O IMPUGNA\u00c7\u00c3O DA LISTA DE CREDORES. EFEITO N\u00c3O COMINAT\u00d3RIO. COMUNH\u00c3O CONJUGAL. PATRIM\u00d3NIO COLECTIVO. PENHORA . 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