{"id":33348,"date":"2015-06-12T10:27:39","date_gmt":"2015-06-12T10:27:39","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2015\/06\/12\/nulidade-de-sentenca-materia-de-facto-in-dubio-pro-reo-pena-acessoria-pena-unitaria\/"},"modified":"2015-06-12T10:27:39","modified_gmt":"2015-06-12T10:27:39","slug":"nulidade-de-sentenca-materia-de-facto-in-dubio-pro-reo-pena-acessoria-pena-unitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/nulidade-de-sentenca-materia-de-facto-in-dubio-pro-reo-pena-acessoria-pena-unitaria\/","title":{"rendered":"Nulidade de senten\u00e7a. Mat\u00e9ria de facto. In dubio pro reo. Pena acess\u00f3ria. Pena unit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_33348\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"33348\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>NULIDADE DE SENTEN\u00c7A. MAT\u00c9RIA DE FACTO. IN DUBIO PRO REO. PENA ACESS\u00d3RIA. PENA UNIT\u00c1RIA<br \/> \tRECURSO CRIMINAL N\u00ba <\/strong>248\/09.2JALRA.C1<br \/> \t<strong>Relator: <\/strong>VASQUES OS\u00d3RIO<br \/> \t<strong>Data do Acord\u00e3o:<\/strong> 03-06-2015<br \/> \t<strong>Tribunal:<\/strong> LEIRIA<br \/> \t<strong>Legisla\u00e7\u00e3o: <\/strong>ART. 205.\u00ba DA CRP; ART. 97.\u00ba, N.\u00ba 5, 374.\u00ba, N.\u00ba 2, E 358.\u00ba, N.\u00baS 1 E 3 DO CPP<br \/> \t<strong>Sum\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tVisando a fundamenta\u00e7\u00e3o evidenciar as raz\u00f5es da bondade da decis\u00e3o e dar satisfa\u00e7\u00e3o \u00e0 exig\u00eancia da sua total transpar\u00eancia, facultando aos seus destinat\u00e1rio imediatos e \u00e0 comunidade a compreens\u00e3o dos ju\u00edzos de valor e de aprecia\u00e7\u00e3o levados a cabo pelo julgador, e viabilizando o controlo da actividade decis\u00f3ria pelo tribunal de recurso designadamente, no que respeita \u00e0 validade da prova, \u00e0 sua valora\u00e7\u00e3o, e \u00e0 impugna\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria de facto, n\u00e3o pode esquecer-se que n\u00e3o existem f\u00f3rmulas sacramentais para a sua explicita\u00e7\u00e3o. Ela variar\u00e1, necessariamente, em fun\u00e7\u00e3o, designadamente, do maior ou menor poder de s\u00edntese do julgador e da melhor ou menos boa capacidade de express\u00e3o do mesmo, bastando-se a lei processual com uma possibilidade efectiva de compreens\u00e3o do racioc\u00ednio exposto.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tTendo, in casu, sido o arguido condenado, al\u00e9m do mais, numa pena acess\u00f3ria que n\u00e3o constava da acusa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o tendo sido efectuada a comunica\u00e7\u00e3o da altera\u00e7\u00e3o da qualifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, nos termos do citado art. 379.\u00ba, n.\u00ba 1, b), do C. Processo Penal, e porque se entende igualmente aplic\u00e1vel o princ\u00edpio estabelecido na jurisprud\u00eancia fixada [Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 7\/2008 (DR I, n\u00ba 146, de 30 de Julho de 2008], dada a identidade de raz\u00f5es, padece a senten\u00e7a em crise de nulidade parcial, tendo por objecto, exclusivamente, a condena\u00e7\u00e3o do recorrente na referida pena acess\u00f3ria.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tA convic\u00e7\u00e3o do tribunal deve resultar da conjuga\u00e7\u00e3o dos dados objectivos consubstanciados nos documentos e em outras provas constitu\u00eddas, com as impress\u00f5es proporcionadas pela prova por declara\u00e7\u00f5es, tendo em conta a forma como esta foi produzida, relevando, designadamente, a raz\u00e3o de ci\u00eancia dos declarantes e depoentes, a sua serenidade e distanciamento, as suas certezas, hesita\u00e7\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es, a sua linguagem e cultura, os sinais e reac\u00e7\u00f5es comportamentais revelados, e a coer\u00eancia do seu racioc\u00ednio.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tNa fase de recurso, a demonstra\u00e7\u00e3o da viola\u00e7\u00e3o do pro reo passa pela sua notoriedade, face ao termos da decis\u00e3o isto \u00e9, tem que resultar clara e inequivocamente do texto da decis\u00e3o que o juiz, tendo ficado na d\u00favida sobre a verifica\u00e7\u00e3o de determinado facto desfavor\u00e1vel ao agente, o considerou provado ou, inversamente, tendo ficado na d\u00favida sobre a verifica\u00e7\u00e3o de determinado facto favor\u00e1vel ao agente, o considerou n\u00e3o provado.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tEm qualquer caso, a d\u00favida relevante, n\u00e3o \u00e9 a d\u00favida que o recorrente entende que deveria ter permanecido no esp\u00edrito do julgador ap\u00f3s a produ\u00e7\u00e3o da prova, mas antes e apenas a d\u00favida que este n\u00e3o logrou ultrapassar e fez constar da senten\u00e7a.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tO elemento aglutinador dos v\u00e1rios crimes em concurso que vai determinar a pena \u00fanica \u00e9 a personalidade do agente. Imp\u00f5e-se, por isso, a relaciona\u00e7\u00e3o de todos os factos entre si, de forma a obter-se a gravidade do il\u00edcito global, e depois, relacionar cada um deles, e todos, com a personalidade do agente, a fim de determinar se estamos perante uma tend\u00eancia criminosa, caso em que a acumula\u00e7\u00e3o de crimes deve constitui uma agravante dentro da moldura proposta ou se, pelo contr\u00e1rio, tal cumula\u00e7\u00e3o \u00e9 uma mera ocasionalidade que n\u00e3o radica na personalidade do agente.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc\/144e6bb1d90ee89280257e610053b4e4?OpenDocument\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_33348\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"33348\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>NULIDADE DE SENTEN\u00c7A. MAT\u00c9RIA DE FACTO. IN DUBIO PRO REO. PENA ACESS\u00d3RIA. PENA UNIT\u00c1RIA RECURSO CRIMINAL N\u00ba 248\/09.2JALRA.C1 Relator: VASQUES<\/p>\n","protected":false},"author":37,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[232],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33348"}],"collection":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/users\/37"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33348"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33348\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}