{"id":33110,"date":"2015-03-09T13:47:58","date_gmt":"2015-03-09T13:47:58","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2015\/03\/09\/regime-de-separacao-absoluta-de-bens-regime-imperativo-de-bens-doacao-nulidade-conta-conjunta-natureza-subsidiaria-do-enriquecimento-sem-causa-causa-de-justificacao-falta-provas-heranca-indivisa-conde\/"},"modified":"2015-03-09T13:47:58","modified_gmt":"2015-03-09T13:47:58","slug":"regime-de-separacao-absoluta-de-bens-regime-imperativo-de-bens-doacao-nulidade-conta-conjunta-natureza-subsidiaria-do-enriquecimento-sem-causa-causa-de-justificacao-falta-provas-heranca-indivisa-conde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/regime-de-separacao-absoluta-de-bens-regime-imperativo-de-bens-doacao-nulidade-conta-conjunta-natureza-subsidiaria-do-enriquecimento-sem-causa-causa-de-justificacao-falta-provas-heranca-indivisa-conde\/","title":{"rendered":"Regime de separa\u00e7\u00e3o absoluta de bens. Regime imperativo de bens. Doa\u00e7\u00e3o. Nulidade. Conta conjunta. Natureza subsidi\u00e1ria do enriquecimento sem causa. Causa de justifica\u00e7\u00e3o. Falta. Provas. Heran\u00e7a indivisa. Condena\u00e7\u00e3o. Herdeiro"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_33110\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"33110\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>REGIME DE SEPARA\u00c7\u00c3O ABSOLUTA DE BENS. REGIME IMPERATIVO DE BENS. DOA\u00c7\u00c3O. NULIDADE. CONTA CONJUNTA. NATUREZA SUBSIDI\u00c1RIA DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. CAUSA DE JUSTIFICA\u00c7\u00c3O. FALTA. PROVAS. HERAN\u00c7A INDIVISA. CONDENA\u00c7\u00c3O. HERDEIRO<br \/> \tAPELA\u00c7\u00c3O N\u00ba <\/strong>3108\/06.5TBCBR.C1<br \/> \t<strong>Relator: <\/strong>BARATEIRO MARTINS<br \/> \t<strong>Data do Acord\u00e3o: <\/strong>24-02-2015<br \/> \t<strong>Tribunal:<\/strong> COMARCA DE COIMBRA \u2013 INST. CENTRAL C\u00cdVEL<br \/> \t<strong>Legisla\u00e7\u00e3o:<\/strong> ARTIGOS 473\u00ba\/1, 474\u00ba E 1762\u00ba DO CC<br \/> \t<strong>Sum\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tNo casamento no regime da separa\u00e7\u00e3o de bens h\u00e1 uma completa separa\u00e7\u00e3o, quer do dom\u00ednio, quer da frui\u00e7\u00e3o, dos bens que cada um dos c\u00f4njuges leva para o casamento ou adquire na const\u00e2ncia do matrim\u00f3nio; h\u00e1 duas massas de bens: os bens pr\u00f3prios do marido e os bens pr\u00f3prios da mulher, n\u00e3o havendo quaisquer bens comuns (pode haver, quando muito, concretos bens em regime de compropriedade, em que a quota de cada um dos c\u00f4njuges integra o seu patrim\u00f3nio pr\u00f3prio).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tAssim, assente que os fluxos financeiros entrados em conta banc\u00e1ria s\u00e3o provenientes dos vencimentos e das pens\u00f5es de reforma de um dos c\u00f4njuges, constituem bem pr\u00f3prio de tal c\u00f4njuge os saldos que a todo o tempo tal conta banc\u00e1ria for apresentando.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tAinda que \u2013 sendo imperativo o regime da separa\u00e7\u00e3o de bens \u2013 tal c\u00f4njuge repute tal saldo como comum; uma vez que a sua vontade \u00e9 insuficiente para se sobrepor ao art. 1762.\u00ba do C. Civil, segundo o qual \u201c\u00e9 nula a doa\u00e7\u00e3o entre casados, se vigorar imperativamente entre os c\u00f4njuges o regime da separa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tE ainda que a conta banc\u00e1ria seja conjunta\/colectiva \u201csolid\u00e1ria\u201d, uma vez uma coisa \u00e9 o direito, em rela\u00e7\u00e3o ao banco, de qualquer dos titulares poder movimentar sozinho e livremente a conta; e outra coisa, diversa, \u00e9 o direito\/propriedade, em que pode haver outros e diferentes titulares, sobre as quantias depositadas.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tA circunst\u00e2ncia do pre\u00e7o ter sido integralmente pago por um dos c\u00f4njuges \u2013 tendo ambos os c\u00f4njuges (casados no regime da separa\u00e7\u00e3o) outorgado em compra e venda como compradores \u2013 n\u00e3o significa\/representa a prova da falta de \u201ccausa justificativa\u201d para o enriquecimento patrimonial daquele que, sem nada despender, passou a ser compropriet\u00e1rio.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tA falta de causa justificativa (com o sentido do art. 473.\u00ba\/1 do CC) para a desloca\u00e7\u00e3o\/atribui\u00e7\u00e3o patrimonial exige a prova positiva do que aconteceu e do motivo da desloca\u00e7\u00e3o patrimonial, uma vez que \u00e9 a partir da\u00ed que se pode concluir que n\u00e3o h\u00e1 \u201ccausa justificativa\u201d<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tAli\u00e1s, s\u00f3 assim o instituto do enriquecimento sem causa (cfr. 474.\u00ba do C. Civil) pode cumprir a sua natureza subsidi\u00e1ria, ou seja, s\u00f3 fazendo-se a prova positiva do que aconteceu e do motivo da desloca\u00e7\u00e3o patrimonial \u00e9 que, no caso, se alcan\u00e7ar\u00e1 n\u00e3o facultar a lei ao \u201cempobrecido outro meio de ser indemnizado ou restitu\u00eddo\u201d.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tA heran\u00e7a, enquanto indivisa, \u00e9 um patrim\u00f3nio aut\u00f3nomo, de afecta\u00e7\u00e3o especial, pelo que somente o seu activo, e n\u00e3o o patrim\u00f3nio dos herdeiros, responde colectivamente pela satisfa\u00e7\u00e3o das respectivas d\u00edvidas; depois de partilhada, cada herdeiro tamb\u00e9m s\u00f3 responde pelos encargos e d\u00edvidas na propor\u00e7\u00e3o da quota que lhe tenha cabido na heran\u00e7a (ou seja, s\u00f3 responde na propor\u00e7\u00e3o\/for\u00e7a da sua quota).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tAssim, n\u00e3o havendo not\u00edcia nos autos da partilha ter sido feita, a condena\u00e7\u00e3o dos herdeiros tem que aludir \u00e0 qualidade\/veste em que (como co-titulares do patrim\u00f3nio aut\u00f3nomo) s\u00e3o condenados e que referir que a mesma \u00e9 pelas for\u00e7as\/bens da heran\u00e7a.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc\/08bbe31cd3954a4a80257e03003f22f7?OpenDocument\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_33110\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"33110\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>REGIME DE SEPARA\u00c7\u00c3O ABSOLUTA DE BENS. REGIME IMPERATIVO DE BENS. DOA\u00c7\u00c3O. NULIDADE. CONTA CONJUNTA. NATUREZA SUBSIDI\u00c1RIA DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA.<\/p>\n","protected":false},"author":37,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[229],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33110"}],"collection":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/users\/37"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33110"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33110\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}