{"id":32542,"date":"2014-07-09T15:17:50","date_gmt":"2014-07-09T15:17:50","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2014\/07\/09\/notificacoes-electronicas-presuncao-judicial-impugnacao-de-facto-onus-de-impugnacao-divorcio-constitucionalidade-lei\/"},"modified":"2014-07-09T15:17:50","modified_gmt":"2014-07-09T15:17:50","slug":"notificacoes-electronicas-presuncao-judicial-impugnacao-de-facto-onus-de-impugnacao-divorcio-constitucionalidade-lei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/notificacoes-electronicas-presuncao-judicial-impugnacao-de-facto-onus-de-impugnacao-divorcio-constitucionalidade-lei\/","title":{"rendered":"Notifica\u00e7\u00f5es electr\u00f3nicas. Presun\u00e7\u00e3o judicial. Impugna\u00e7\u00e3o de facto. \u00d3nus de impugna\u00e7\u00e3o. Div\u00f3rcio. Constitucionalidade. Lei"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_32542\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"32542\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<strong>NOTIFICA\u00c7\u00d5ES ELECTR\u00d3NICAS. PRESUN\u00c7\u00c3O JUDICIAL. IMPUGNA\u00c7\u00c3O DE FACTO. \u00d3NUS DE IMPUGNA\u00c7\u00c3O. DIV\u00d3RCIO. CONSTITUCIONALIDADE. LEI<br \/> \tAPELA\u00c7\u00c3O N\u00ba<\/strong> 405\/09.1TMCBR.C1<br \/> \t<strong>Relator: <\/strong>S\u00cdLVIA PIRES<br \/> \t<strong>Data do Acord\u00e3o: <\/strong>17-06-2014<br \/> \t<strong>Tribunal:<\/strong> TRIBUNAL DE FAM\u00cdLIA E MENORES DE COIMBRA \u2013 1\u00ba JU\u00cdZO<br \/> \t<strong>Legisla\u00e7\u00e3o: <\/strong>ART\u00baS 248\u00ba NCP; 640\u00ba, N\u00baS 1 E 2, AL. A), DO NCPC; LEI N\u00ba 61\/2008, DE 31\/10<br \/> \t<strong>Sum\u00e1rio: <\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tAntes da entrada em vigor do Novo C. P. Civil, para efeitos de determina\u00e7\u00e3o das datas das notifica\u00e7\u00f5es electr\u00f3nicas, existiam duas presun\u00e7\u00f5es: \u2013 a contida no art.\u00ba 254\u00ba, n.\u00ba 5, do C. P. Civil de que a notifica\u00e7\u00e3o por transmiss\u00e3o electr\u00f3nica de dados se presume feita na data da expedi\u00e7\u00e3o e,&nbsp; \u2013 a contida no n.\u00ba 5 do art.\u00ba 21\u00ba-A da Portaria 1538\/2008, de 30 de Dezembro, que presume que a expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 feita no terceiro dia posterior ao da elabora\u00e7\u00e3o da notifica\u00e7\u00e3o, ou no primeiro dia \u00fatil seguinte a este, quando o final do prazo termine em dia n\u00e3o \u00fatil.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tNo que respeita a notifica\u00e7\u00f5es, o art.\u00ba 248\u00ba do Novo C. P. Civil, universalizando o regime da notifica\u00e7\u00e3o electr\u00f3nica, incorpora a presun\u00e7\u00e3o que constava do n\u00ba 5 do art.\u00ba 21\u00ba-A da Portaria n\u00ba 114\/2008, de 6 de Fevereiro, nada resultando da mesma que a notifica\u00e7\u00e3o se considere ou presuma efectuada no dia em que o correio electr\u00f3nico for lido, mas t\u00e3o somente que a mesma se considera efectuada no 3\u00ba dia posterior ao da sua elabora\u00e7\u00e3o no sistema inform\u00e1tico.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tAssim, mant\u00eam-se o mesmo sentido da lei anterior, segundo o qual as presun\u00e7\u00f5es da notifica\u00e7\u00e3o s\u00f3 podem ser ilididas pelo pr\u00f3prio mandat\u00e1rio notificado para alargamento do prazo, provando que n\u00e3o foram efectuadas ou que ocorreram em data posterior \u00e0 presumida, por raz\u00f5es que lhe n\u00e3o sejam imput\u00e1veis, n\u00e3o podendo essa ili\u00ads\u00e3o ser efectuada pelo crit\u00e9rio da leitura da pe\u00e7a processual, crit\u00e9rio que n\u00e3o encontra qualquer apoio no texto da lei.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tEm caso de impugna\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria de facto, a especifica\u00e7\u00e3o dos concretos meios probat\u00f3rios constantes da grava\u00e7\u00e3o deve ser acompanhada, sob pena de imediata rejei\u00e7\u00e3o do recurso nessa parte, da indica\u00e7\u00e3o exacta das passagens da grava\u00e7\u00e3o em que se funda o seu recurso \u2013 art.\u00ba 640\u00ba, n.\u00ba 2, a), do Novo C. Processo Civil.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tDeste modo, n\u00e3o basta ao recorrente atacar a convic\u00e7\u00e3o que o julgador for\u00admou sobre cada uma ou sobre a globalidade das provas, para provocar uma altera\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o da mat\u00e9ria de facto, mostrando-se necess\u00e1rio que cumpra os \u00f3nus de especifica\u00ad\u00e7\u00e3o impostos pelos n.\u00bas 1 e 2 do art.\u00ba 640\u00ba do Novo C. P. Civil, devendo ainda proceder a uma an\u00e1lise critica da prova, de molde a demonstrar que a decis\u00e3o proferida sobre cada um dos concretos pontos de facto, que pretende ver alterados, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, n\u00e3o \u00e9 plaus\u00edvel ou n\u00e3o \u00e9 a mais razo\u00e1vel.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tA Lei n.\u00ba 61\/2008, de 31 de Outubro, introduziu profundas altera\u00e7\u00f5es no modelo do div\u00f3rcio, tendo abolido qualquer relev\u00e2ncia da culpa na causa\u00e7\u00e3o das circunst\u00e2ncias que determinaram uma ruptura definitiva das rela\u00e7\u00f5es conjugais justificativa do div\u00f3rcio<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tO \u201cdiv\u00f3rcio sem consentimento de um dos c\u00f4njuges\u201d, substituindo o ante\u00adrior \u201cdiv\u00f3rcio litigioso\u201d, eliminou a relev\u00e2ncia da ocorr\u00eancia de um il\u00edcito conjugal culposo, centrando a sua justifica\u00e7\u00e3o exclusiva na verifica\u00e7\u00e3o de uma ruptura definitiva das rela\u00e7\u00f5es conjugais, revelada por qualquer circunst\u00e2ncia, que al\u00e9m das situa\u00e7\u00f5es objectivas tipificadas nas al\u00edneas a), b) e c) do art.\u00ba 1781\u00ba do C. Civil, pode ser subsumida pelos tribunais na cl\u00e1usula geral constante da al\u00ednea d) do mesmo artigo.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tEsta erradica\u00e7\u00e3o da culpa n\u00e3o residiu apenas no abandono das \u201ccausas subjectivas\u201d do div\u00f3rcio, mas tamb\u00e9m na desconsidera\u00e7\u00e3o total de tal factor nos efeitos do div\u00f3rcio.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tPor estas raz\u00f5es, no processo de div\u00f3rcio sem o consentimento do outro c\u00f4njuge n\u00e3o se determina, nem gradua, a culpa dos c\u00f4njuges, nem h\u00e1 lugar \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de quais\u00adquer penas civis, ficando as discuss\u00f5es sobre a culpa e indemniza\u00e7\u00f5es fora desse processo.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> \t\tO Tribunal Constitucional j\u00e1 se pronunciou pela conformi\u00addade constitucional do div\u00f3rcio assente em causas meramente objectivas, designada\u00admente no seu Ac\u00f3rd\u00e3o n.\u00ba 255\/2006 que, decidindo sobre a constitucionalidade da altera\u00e7\u00e3o do art.\u00ba 1781\u00ba, a), levada a efeito pela Lei n.\u00ba 47\/98, de 10 de Agosto, que encurtou para tr\u00eas anos o prazo da dura\u00e7\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o de facto como fundamento objectivo de div\u00f3rcio.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc\/34d89e2138ae2b3580257d1000517bb0?OpenDocument\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<br \/> \t<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_32542\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"32542\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>NOTIFICA\u00c7\u00d5ES ELECTR\u00d3NICAS. PRESUN\u00c7\u00c3O JUDICIAL. IMPUGNA\u00c7\u00c3O DE FACTO. \u00d3NUS DE IMPUGNA\u00c7\u00c3O. DIV\u00d3RCIO. CONSTITUCIONALIDADE. LEI APELA\u00c7\u00c3O N\u00ba 405\/09.1TMCBR.C1 Relator: S\u00cdLVIA PIRES Data<\/p>\n","protected":false},"author":37,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[230],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32542"}],"collection":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/users\/37"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32542"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32542\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}