{"id":29118,"date":"2009-12-08T19:00:00","date_gmt":"2009-12-08T19:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2009\/12\/08\/movimento-judicial-ordinario-julho-2008-sp-30418\/"},"modified":"2009-12-08T19:00:00","modified_gmt":"2009-12-08T19:00:00","slug":"movimento-judicial-ordinario-julho-2008-sp-30418","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/movimento-judicial-ordinario-julho-2008-sp-30418\/","title":{"rendered":"Crime de desobedi\u00eancia. Livre convic\u00e7\u00e3o do julgador"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_29118\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"29118\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p align=\"justify\"> <strong>CRIME DE DESOBEDI\u00caNCIA. LIVRE CONVIC\u00c7\u00c3O DO JULGADOR. DEPOIMENTO INDIRECTO. PROVA INDICI\u00c1RIA. PRINC\u00cdPIO DO IN DUBIO PRO REO <br \/> RECURSO PENAL N\u00ba<\/strong> 35\/09.8GTCBR.C1 <br \/> <strong>Relator:<\/strong> DR. ORLANDO GON\u00c7ALVES<br \/> <strong>Data do Acord\u00e3o:<\/strong> 09-12-2009 <br \/> <strong>Tribunal:<\/strong> COIMBRA <br \/> <strong>Legisla\u00e7\u00e3o:<\/strong> ARTIGOS 32\u00ba DA CRP; 348\u00ba, N\u00ba1 DO CP; 152\u00ba, N\u00ba3 DO CE; 127\u00ba, 355 E 410\u00ba \u00ba DO CPP <br \/> <strong>Sum\u00e1rio:<\/strong>  <\/p>\n<ol>\n<li>\n<div align=\"justify\"> \tA\u00a0convic\u00e7\u00e3o do Tribunal a quo \u00e9 formada da conjuga\u00e7\u00e3o dial\u00e9ctica de dados objectivos fornecidos por documentos e outras provas constitu\u00eddas, com as declara\u00e7\u00f5es e depoimentos prestados em audi\u00eancia de julgamento, em fun\u00e7\u00e3o das raz\u00f5es de ci\u00eancia, das certezas, das lacunas, contradi\u00e7\u00f5es, inflex\u00f5es de voz, serenidade e outra linguagem do comportamento, que ali transparecem.  \t<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\"> \tO preceituado no art.127.\u00ba do C\u00f3digo de Processo Penal deve, assim, ter-se por cumprido quando a convic\u00e7\u00e3o a que o Tribunal chegou se mostra objecto de um procedimento l\u00f3gico e coerente de valora\u00e7\u00e3o, com motiva\u00e7\u00e3o bastante, e onde n\u00e3o se vislumbre qualquer assumo de arb\u00edtrio na aprecia\u00e7\u00e3o da prova.  \t<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\"> \tA prova indirecta \u201c \u2026 reside fundamentalmente na infer\u00eancia do facto conhecido \u2013 ind\u00edcio ou facto indiciante \u2013 para o facto desconhecido a provar, ou tema \u00faltimo da prova\u201d \u2013 cfr. Prof. Cavaleiro de Ferreira, \u201c Curso de Processo Penal\u201d, Vol. II , p\u00e1g. 289.  \t<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\"> \tDe acordo com o disposto no art.128.\u00ba, n.\u00ba1, do C.P.P., a testemunha \u00e9 inquirida sobre factos de que possua conhecimento directo e que constituam objecto da prova. A testemunha tem conhecimento directo dos factos quando se apercebe deles imediatamente , por si, atrav\u00e9s dos seus sentidos.  \t<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\"> \tNo depoimento indirecto aquilo de que a testemunha se apercebeu foi de outros meios de prova, mas n\u00e3o imediatamente dos pr\u00f3prios factos.  \t<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\"> \tEm regra , o interesse do depoimento indirecto \u00e9 o de permitir que seja ouvida a pessoa que teve conhecimento directo do facto. Se essa pessoa n\u00e3o for ouvida o depoimento dela n\u00e3o pode, nesssa parte, servir como meio de prova, por a sua utiliza\u00e7\u00e3o e valora\u00e7\u00e3o ser incompat\u00edvel com os princ\u00edpios da imedia\u00e7\u00e3o e contradit\u00f3rio , pr\u00f3prios da estrutura acusat\u00f3ria do nosso processo ( artigos 348.\u00ba, n.\u00ba 4 e 355.\u00ba, n.\u00ba1 do C\u00f3digo de Processo Penal). \t<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\"> \tTendo as testemunhas F\u2026 e Z, militares da GNR, se limitado a narrar os factos que viram e ouviram no local do acidente de via\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito de averigua\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de que tomaram conta, nada obstava a que o Tribunal a quo pudesse valorar, como valorou, os seus depoimentos.  \t<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\"> \tDa fundamenta\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria de facto da senten\u00e7a recorrida resulta claro que as testemunhas F\u2026 e Z, militares da GNR, n\u00e3o declararam ao Tribunal a quo, em momento algum, que conclu\u00edram que o arguido fora o condutor do ve\u00edculo autom\u00f3vel, nas circunst\u00e2ncias de tempo e lugar em causa, porque o ouviram dizer ao pr\u00f3prio arguido.  \t<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\"> \tO Tribunal de recurso apenas pode censurar o uso feito do principio do in dbio pro reo se da decis\u00e3o recorrida resultar que o tribunal a quo chegou a um estado de d\u00favida insan\u00e1vel e que , face a ele , escolheu a tese desfavor\u00e1vel ao arguido.  \t<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\"> \tDa fundamenta\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria de facto da douta senten\u00e7a n\u00e3o se vislumbra que o Tribunal recorrido tenha chegado a qualquer estado de d\u00favida sobre a pr\u00e1tica pelo arguido N\u2026 dos factos dados como provados. Pelo contr\u00e1rio, o tribunal a quo explicitou na fundamenta\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria de facto que \u201c Face a toda esta prova, n\u00e3o tivemos d\u00favidas, que o arguido conduzia o ve\u00edculo em causa e se recusou a efectuar o teste de pesquisa do \u00e1lcool no sangue.\u201d  \t<\/div>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p align=\"justify\"> \t<a href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/c3fb530030ea1c61802568d9005cd5bb\/7bf5b7762447ffbc802576a10054fe14?OpenDocument\" target=\"\u02cdblank\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<\/a> \t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_29118\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"29118\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>CRIME DE DESOBEDI\u00caNCIA. 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