{"id":26951,"date":"2012-03-15T11:03:55","date_gmt":"2012-03-15T11:03:55","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2012\/03\/15\/ap689115tblsac1\/"},"modified":"2012-03-15T11:03:55","modified_gmt":"2012-03-15T11:03:55","slug":"ap689115tblsac1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/ap689115tblsac1\/","title":{"rendered":"Insolv\u00eancia. Legitimidade activa. Credor. Requerimento"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_26951\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"26951\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>INSOLV\u00caNCIA. LEGITIMIDADE ACTIVA. CREDOR. REQUERIMENTO <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong> APELA\u00c7\u00c3O N&ordm;<\/strong> 689\/11.5TBLSA.C1 <br \/> <strong>Relator: <\/strong>HENRIQUE ANTUNES&nbsp;<br \/> <strong> Data do Acord\u00e3o: <\/strong>29-02-2012 <br \/> <strong>Tribunal Recurso: <\/strong>TRIBUNAL JUDICIAL DA LOUS\u00c3&nbsp;<br \/> <strong>Legisla\u00e7\u00e3o: <\/strong>ART&ordm;S 17&ordm; E 20&ordm; DO CIRE <br \/> <strong>Sum\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify\">O problema da legitimidade do credor para deduzir o pedido de insolv\u00eancia tem dado lugar a uma jurisprud\u00eancia desencontrada das Rela\u00e7\u00f5es, sustentado uns que s\u00f3 \u00e9 dotado de legitimidade para promover o procedimento de insolv\u00eancia o credor cujo cr\u00e9dito n\u00e3o \u00e9 controvertido ou litigioso e advogando outros que mesmo ao credor de cr\u00e9dito litigioso disp\u00f5e daquela legitimidade.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A raz\u00e3o est\u00e1, por\u00e9m, do lado de quem entende que o car\u00e1cter litigioso do cr\u00e9dito n\u00e3o tolhe a legitimidade do credor para requerer a declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">No plano do processo de insolv\u00eancia a legitimidade a que lei se refere \u00e9, nitidamente, n\u00e3o a legitimidade substantiva &ndash; mas a legitimidade processual, ad causam (art&ordm; 20 n&ordm; 1 do CIRE). Portanto, essa legitimidade \u00e9 aferida nos termos gerais (art&ordm; 17 do CIRE).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Assim, e de harmonia com esses termos, \u00e9 de toda a conveni\u00eancia n\u00e3o confundir legitimidade para pedir ou requerer, com proced\u00eancia ou m\u00e9rito do pedido ou requerimento correspondente (art&ordm; 26 n&ordm;s 1 e 3 do CPC, ex-vi art&ordm; 17 do CIRE).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Nestas condi\u00e7\u00f5es, \u00e9 dotado de legitimidade para requerer a declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia quem se atribua a qualidade de credor do requerido e n\u00e3o quem seja, efectivamente, na realidade, credor do demandado.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A quest\u00e3o de saber se o requerente \u00e9 ou n\u00e3o credor do requerido prende-se com o m\u00e9rito ou com o fundo da causa e n\u00e3o com a quest\u00e3o da legitimidade ad causam para deduzir o pedido de insolv\u00eancia, que apenas respeita ao preenchimento de um pressuposto processual positivo e, portanto, a uma excep\u00e7\u00e3o dilat\u00f3ria impr\u00f3pria.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Do mesmo modo, parte leg\u00edtima no processo de insolv\u00eancia n\u00e3o \u00e9 credor e o devedor, mas quem alega ter sido constitu\u00edda a seu favor uma obriga\u00e7\u00e3o e a pessoa que, segundo o requerente, se obrigou &#8211; um e outro s\u00e3o partes leg\u00edtimas.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Se todavia, vem a apurar-se mais tarde que o primeiro era credor aparente e o segundo devedor suposto, portanto, que na realidade nunca o primeiro fora titular do direito de cr\u00e9dito e nunca o segundo fora o devedor, a consequ\u00eancia \u00e9 n\u00e3o a absolvi\u00e7\u00e3o da inst\u00e2ncia do demandado, por ilegitimidade ad causam do primeiro, mas a absolvi\u00e7\u00e3o do segundo do pedido.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A atribui\u00e7\u00e3o de legitimidade para deduzir o pedido de insolv\u00eancia apenas ao credor cujo cr\u00e9dito n\u00e3o tenha sido contestado, restringiria, grave e injustificadamente, o meio de tutela jurisdicional do direito cr\u00e9dito &ndash; seja do requerente da insolv\u00eancia seja dos demais credores do requerido &#8211; representado pela insolv\u00eancia: \u00e9 que bastaria ao devedor, ainda que de forma patentemente infundada, contestar o cr\u00e9dito do requerente para se concluir pela ilegitimidade do requerente e, consequentemente, para se obviar \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Est\u00e1 adquirido \u00e0 certeza que o car\u00e1cter condicional do cr\u00e9dito &ndash; seja a condi\u00e7\u00e3o suspensiva ou resolutivo &ndash; n\u00e3o tolhe a legitimidade do requerente da insolv\u00eancia.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Portanto, admite-se a requerer a insolv\u00eancia ao credor cujo cr\u00e9dito ainda nem sequer se mostra constitu\u00eddo &ndash; dado que essa constitui\u00e7\u00e3o depende da verifica\u00e7\u00e3o de um facto futuro e incerto.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O facto de entre as partes se encontrar pendente ac\u00e7\u00e3o que tem tamb\u00e9m por objecto a quest\u00e3o da resolu\u00e7\u00e3o do contrato promessa de compra e venda e a imputabilidade do n\u00e3o cumprimento definitivo das presta\u00e7\u00f5es de facto jur\u00eddico positivo que dele emergem, n\u00e3o constitui obst\u00e1culo a que, no contexto de insolv\u00eancia, se conhe\u00e7a de tais quest\u00f5es.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Por esta raz\u00e3o: a da auto-sufici\u00eancia do processo de insolv\u00eancia, tomada aqui com o significado de que esse processo \u00e9, em regra, o lugar adequado ao conhecimento de todas as quest\u00f5es cuja solu\u00e7\u00e3o se revele necess\u00e1ria para a decis\u00e3o a tomar &#8211; a declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia (art&ordm; 96 n&ordm; 1 do CPC).\n<p>     <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc\/602e40f4cdec8364802579c2003b6850?OpenDocument\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<\/a><\/li>\n<p style=\"text-align: justify\">&nbsp;<\/p>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_26951\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"26951\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>INSOLV\u00caNCIA. LEGITIMIDADE ACTIVA. CREDOR. REQUERIMENTO APELA\u00c7\u00c3O N&ordm; 689\/11.5TBLSA.C1 Relator: HENRIQUE ANTUNES&nbsp; Data do Acord\u00e3o: 29-02-2012 Tribunal Recurso: TRIBUNAL JUDICIAL DA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[230],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26951"}],"collection":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26951"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26951\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}