{"id":25588,"date":"2012-05-04T14:26:17","date_gmt":"2012-05-04T14:26:17","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2012\/05\/04\/ap221090tbcdnc1\/"},"modified":"2012-05-04T14:26:17","modified_gmt":"2012-05-04T14:26:17","slug":"ap221090tbcdnc1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/ap221090tbcdnc1\/","title":{"rendered":"Estabelecimento comercial. Transmiss\u00e3o de estabelecimento. Comunica\u00e7\u00e3o. Senhorio. Resolu\u00e7\u00e3o do contrato"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_25588\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"25588\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>ESTABELECIMENTO COMERCIAL. TRANSMISS\u00c3O DE ESTABELECIMENTO. COMUNICA\u00c7\u00c3O. SENHORIO. RESOLU\u00c7\u00c3O DO CONTRATO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>APELA\u00c7\u00c3O N&ordm; <\/strong>221\/09.0TBCDN.C1 <br \/> <strong>Relator: <\/strong>HENRIQUE ANTUNES&nbsp;<br \/> <strong>Data do Acord\u00e3o: <\/strong>17-04-2012 <br \/> <strong>Tribunal: <\/strong>TRIBUNAL JUDICIAL DE CONDEIXA-A-NOVA <br \/> <strong>Legisla\u00e7\u00e3o:<\/strong> ART&ordm;S 443&ordm;, 1109&ordm;, N&ordm; 2, 1&ordf; PARTE, DO C\u00d3DIGO CIVIL (NA REDAC\u00c7\u00c3O QUE LHE FOI CONFERIDA PELO ART&ordm; 3 DA LEI N&ordm; 6\/2006, DE 27 DE FEVEREIRO); 1112&ordm;, N&ordm; 1, AL. A) DO C. CIV.. <br \/> <strong>Sum\u00e1rio: <\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify\">O estabelecimento comercial \u00e9 um conjunto de coisas, corp\u00f3reas e incorp\u00f3reas, devidamente organizado para a pr\u00e1tica do com\u00e9rcio. O estabelecimento comercial compreende, portanto, elementos da mais variada natureza que, em comum, t\u00eam apenas o facto se encontrarem interligados para a pr\u00e1tica do com\u00e9rcio.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">No tocante ao activo o estabelecimento compreende coisas corp\u00f3reas e incorp\u00f3reas: No que toca a coisas corp\u00f3reas ficam abarcados os direitos relativos, por exemplo, a m\u00f3veis &ndash; mercadorias, mat\u00e9ria primas, maquinaria, mob\u00edlia, instrumentos de trabalho &ndash; portanto, todas as coisas que, estando no com\u00e9rcio, sejam pelo comerciante afectas a esse exerc\u00edcio. No tocante a coisas incorp\u00f3reas pode-se distinguir, por exemplo, o direito ao uso exclusivo da ins\u00edgnia, do nome do estabelecimento, das marcas, patentes de inven\u00e7\u00e3o e os direitos a presta\u00e7\u00f5es provenientes de posi\u00e7\u00f5es contratuais &ndash; contratos de trabalho, contratos com fornecedores, contratos de distribui\u00e7\u00e3o, de publicidade, de concess\u00e3o comercial, de ag\u00eancia, de franquia e mesmo contratos relativos a bens vitais (v.g. \u00e1gua, electricidade, g\u00e1s, telefone) e, bem assim, os direitos provenientes de licen\u00e7as concedidas pela administra\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Como crit\u00e9rio puramente orientador, pode dizer-se que para que haja estabelecimento comercial ele deve ter um conte\u00fado m\u00ednimo necess\u00e1rio para que, em face do ramo de actividade a que se destine, possa prosseguir esse escopo. Dever\u00e1, por isso, ter, necessariamente, alguns elementos &ndash; bens materiais ou imateriais ou certas posi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas &ndash; uma designa\u00e7\u00e3o e um objectivo, que d\u00eaem corpo ao escopo fundamental de qualquer estabelecimento: a realiza\u00e7\u00e3o de uma fun\u00e7\u00e3o produtiva, a que se pode chamar de aviamento, o qual englobar\u00e1, pela ordem natural das coisas, a clientela.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O estabelecimento pode ser objecto de transmiss\u00e3o definitiva ou tempor\u00e1ria. Trata-se, de resto, do ponto mais significativo do seu regime: a possibilidade da sua negocia\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria, atrav\u00e9s de trespasse &ndash; se essa transmiss\u00e3o for definitiva &ndash; ou cess\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o &#8211; se a ced\u00eancia do estabelecimento for meramente tempor\u00e1ria (art&ordm;s 1109&ordm; e 1112&ordm;, n&ordm; 1, a) do CC).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O trespasse \u00e9 apenas uma transmiss\u00e3o definitiva do estabelecimento. S\u00f3 por si, n\u00e3o nos diz a que t\u00edtulo. Quer isso dizer que pode operar por via de qualquer contrato, t\u00edpico ou at\u00edpico, que assuma efic\u00e1cia transmissiva: compra e venda, da\u00e7\u00e3o em pagamento, sociedade, doa\u00e7\u00e3o ou outras figuras diversas. O regime do trespasse depender\u00e1, portanto, do acto que, concretamente, estiver na sua base.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A loca\u00e7\u00e3o de estabelecimento comercial \u00e9 um neg\u00f3cio de transmiss\u00e3o a t\u00edtulo tempor\u00e1rio e oneroso de um estabelecimento &#8211; ao contr\u00e1rio do trespasse, \u00e9 um neg\u00f3cio de transmiss\u00e3o do gozo, e n\u00e3o da propriedade do estabelecimento.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Ao passo que o trespasse implica uma transmiss\u00e3o do dom\u00ednio do estabelecimento, a loca\u00e7\u00e3o envolve apenas a transmiss\u00e3o da frui\u00e7\u00e3o da sua explora\u00e7\u00e3o, ou seja, diferentemente do trespass\u00e1rio, que \u00e9 investido num direito real de propriedade sobre o estabelecimento, o locat\u00e1rio \u00e9 titular de um mero direito obrigacional de gozo, que lhe permite explorar em seu nome e por sua conta o estabelecimento, permanecendo o locador como propriet\u00e1rio &ndash; caso o seja &#8211; desse mesmo estabelecimento.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Do contrato de loca\u00e7\u00e3o ou de cess\u00e3o de estabelecimento emerge para o locat\u00e1rio este fundamental direito: o de usar e fruir plenamente o estabelecimento locado, explorando-o e fazendo seus os eventuais lucros resultantes dessa explora\u00e7\u00e3o. Mas dele emerge tamb\u00e9m, para essa mesma parte, este fundamental dever: o de pagar, pontualmente, a remunera\u00e7\u00e3o convencionada.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Um problema para o qual o legislador n\u00e3o disponibilizava uma solu\u00e7\u00e3o expressa era a de saber se a cess\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o de estabelecimento podia ser livremente ajustada pelo arrendat\u00e1rio sem o consentimento do locador. A quest\u00e3o n\u00e3o recebia da doutrina e da jurisprud\u00eancia uma resposta acorde, dividindo-se, ambas, em duas orienta\u00e7\u00f5es: uma que sustentava a necessidade dessa autoriza\u00e7\u00e3o do senhorio; outra &ndash; maiorit\u00e1ria &#8211; que defendia a solu\u00e7\u00e3o oposta. A raz\u00e3o estava com este \u00faltimo modo de ver. Por um argumento de maioria de raz\u00e3o: se na negocia\u00e7\u00e3o definitiva do estabelecimento se dispensa o consentimento do senhorio, deve admitir-se a mesma solu\u00e7\u00e3o quando n\u00e3o est\u00e1 sequer em causa a transmiss\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o do arrendat\u00e1rio, mas simplesmente o gozo do pr\u00e9dio onde est\u00e1 instalado o estabelecimento.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O problema est\u00e1 ultrapassado: a lei nova \u00e9 terminante na declara\u00e7\u00e3o de que a cess\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o de estabelecimento n\u00e3o carece de autoriza\u00e7\u00e3o do senhorio (art&ordm; 1109&ordm;, n&ordm; 2, 1&ordf; parte, do C\u00f3digo Civil, na redac\u00e7\u00e3o que lhe foi conferida pelo art&ordm; 3 da Lei n&ordm; 6\/2006, de 27 de Fevereiro).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Desde logo, porque a enumera\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o a que o arrendat\u00e1rio est\u00e1 adstrito \u00e9 meramente exemplificativa (art&ordm; 1038&ordm;, f) do C\u00f3digo Civil). O facto de na cess\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o se manter a titularidade do arrendamento n\u00e3o \u00e9 decisivo dado tamb\u00e9m no caso de comodato se mant\u00e9m essa titularidade e, no entanto, a lei vincula o arrendat\u00e1rio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 imposta pelo programa da presta\u00e7\u00e3o do senhorio &ndash; que se reconduz a este n\u00facleo fundamental: proporcionar ao inquilino o gozo do pr\u00e9dio no \u00e2mbito e para os fins do contrato &ndash; e aquele s\u00f3 poder\u00e1 cumpri-lo se souber, em cada momento, quem, na realidade, det\u00e9m o gozo do pr\u00e9dio, a que se soma o interesse em conhecer o motivo pelo qual outrem, que n\u00e3o o arrendat\u00e1rio, est\u00e1 no gozo efectivo da coisa, qual a esp\u00e9cie contratual subjacente de modo a que, se for caso disso, no caso de o contrato de cess\u00e3o sofrer de v\u00edcios ou ocultar um outro, fazer valer os seus direitos.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A lei nova colocou um ponto final na controv\u00e9rsia ao vincular expressamente o arrendat\u00e1rio \u00e0quela obriga\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o (art&ordm; 1109&ordm;, n&ordm; 2 do C\u00f3digo Civil, na redac\u00e7\u00e3o que lhe foi dada pelo art&ordm; 3 Lei n&ordm; 6\/2006, de 27 de Fevereiro). A esta norma deve ser atribu\u00edda uma natureza interpretativa &ndash; dado que interveio para decidir uma quest\u00e3o que direito cuja solu\u00e7\u00e3o \u00e9 controvertida, consagrando um entendimento que a jurisprud\u00eancia, pelos seus pr\u00f3prios meios, podia ter chegado &#8211; e, por isso, mesmo \u00e0 luz do RAU deveria entender-se que o facto da cessa\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o deveria ser comunicado ao senhorio (art&ordm; 13&ordm;, n&ordm; 1 do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Se no momento da cess\u00e3o o estabelecimento n\u00e3o existir, pura e simplesmente, ou lhe faltar um qualquer elemento estruturante, ocorre decerto um neg\u00f3cio transmissivo, mas esse neg\u00f3cio n\u00e3o pode qualificar-se de cess\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o ou de loca\u00e7\u00e3o de estabelecimento (art&ordm; 1112&ordm;, n&ordm; 2, a) ex-vi art&ordm; 1109&ordm;, n&ordm; 1, in fine, do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma condicionada, vinculada e retroactiva de extin\u00e7\u00e3o dos contratos: condicionada por s\u00f3 ser poss\u00edvel quando fundada em lei ou conven\u00e7\u00e3o; vinculada por requerer que se alegue e demonstre determinado fundamento e retroactiva por operar desde o in\u00edcio do contrato (art&ordm; 433&ordm; do C\u00f3digo Civil). Fala-se tamb\u00e9m por vezes em rescis\u00e3o: esta equivale \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o, sendo utilizada, preferencialmente, para designar a resolu\u00e7\u00e3o fundada na lei.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A resolu\u00e7\u00e3o pode operar em casos previstos pelo contrato ou pela lei (art&ordm; 432&ordm;, n&ordm; 1 do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">H\u00e1, portanto, duas modalidades de resolu\u00e7\u00e3o: a legal e convencional. Na resolu\u00e7\u00e3o legal, deve, por sua vez, fazer-se um distinguo entre a resolu\u00e7\u00e3o fundamentada &ndash; que corresponde \u00e0 regra geral &ndash; e a resolu\u00e7\u00e3o imotivada &ndash; s\u00f3 excepcionalmente admitida &ndash; em que a uma das partes \u00e9 reconhecida a faculdade de, sem fundamento, se desvincular.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O direito de uma das partes de se desvincular sem necessidade de alegar um motivo \u00e9 excepcional e justifica-se pela necessidade de tutela de um das partes do contrato &ndash; a parte mais fraca: \u00e9 o que sucede, por exemplo, no Direito do Consumo, em que se permite ao consumidor a desvincula\u00e7\u00e3o, em certo prazo, do contrato (art&ordm; 8&ordm;, n&ordm; 4 da Lei n&ordm; 24\/96, de 31 de Julho).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Se a desvincula\u00e7\u00e3o ad nutum resultar de conven\u00e7\u00e3o das partes, ent\u00e3o o caso j\u00e1 n\u00e3o \u00e9, verdadeiramente de resolu\u00e7\u00e3o, nem mesmo de revoga\u00e7\u00e3o unilateral &ndash; mas de den\u00fancia.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A lei civil substantiva fundamental portuguesa adopta no tocante \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o do contrato um sistema declarativo: a resolu\u00e7\u00e3o opera por simples declara\u00e7\u00e3o \u00e0 outra parte, portanto, sem necessidade de interven\u00e7\u00e3o constitutivo-condenat\u00f3ria do tribunal. Por outras palavras, a resolu\u00e7\u00e3o opera ope voluntatis e n\u00e3o ope judicis (art&ordm; 436&ordm;, n&ordm; 1 do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A natureza potestativa da declara\u00e7\u00e3o de resolu\u00e7\u00e3o imprime-lhe as caracter\u00edsticas da unilateralidade recipienda, da irrevogabilidade, da incondicionalidade e da concretiza\u00e7\u00e3o dos respectivos fundamentos (art&ordm;s 224&ordm;, n&ordm; 1, 1&ordf; parte, e 230&ordm;, n&ordm; 1 do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Essa declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 sujeita a forma especial, ainda que o contrato a cuja resolu\u00e7\u00e3o se dirige o esteja e, por isso, pode ser mesmo meramente t\u00e1cita (art&ordm; 217&ordm;, n&ordm;s 1 e 2 do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A declara\u00e7\u00e3o negocial da qual resulta a resolu\u00e7\u00e3o do contrato pode ser expressa, afirmando a parte peremptoriamente que pretende a resolu\u00e7\u00e3o; mas pode tamb\u00e9m ser meramente t\u00e1cita, o que ocorrer\u00e1 com a declara\u00e7\u00e3o na qual a parte que a emite n\u00e3o afirma claramente que tem a inten\u00e7\u00e3o de extinguir o contrato, mas de que se deduza que \u00e9 esse o seu prop\u00f3sito. Assim, por exemplo, a reclama\u00e7\u00e3o da entrega da coisa vendida a presta\u00e7\u00f5es por parte do vendedor consubstancia, tacitamente, numa declara\u00e7\u00e3o de resolu\u00e7\u00e3o do contrato.\n<p>     <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc\/ecdfae890cfefb39802579f4004c8e92?OpenDocument\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<\/a><\/li>\n<p style=\"text-align: justify\">&nbsp;<\/p>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_25588\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"25588\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>ESTABELECIMENTO COMERCIAL. TRANSMISS\u00c3O DE ESTABELECIMENTO. COMUNICA\u00c7\u00c3O. SENHORIO. RESOLU\u00c7\u00c3O DO CONTRATO APELA\u00c7\u00c3O N&ordm; 221\/09.0TBCDN.C1 Relator: HENRIQUE ANTUNES&nbsp; Data do Acord\u00e3o: 17-04-2012<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[229],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25588"}],"collection":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25588"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25588\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}