{"id":25473,"date":"2013-01-22T14:28:39","date_gmt":"2013-01-22T14:28:39","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/\/2013\/01\/22\/ap511100tbsei-ec1\/"},"modified":"2013-01-22T14:28:39","modified_gmt":"2013-01-22T14:28:39","slug":"ap511100tbsei-ec1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/ap511100tbsei-ec1\/","title":{"rendered":"Direito de reten\u00e7\u00e3o. Contrato promessa de compra e venda. Tradi\u00e7\u00e3o da coisa. Reclama\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos. Insolv\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_25473\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"25473\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>DIREITO DE RETEN\u00c7\u00c3O. CONTRATO PROMESSA DE COMPRA E VENDA. TRADI\u00c7\u00c3O DA COISA. RECLAMA\u00c7\u00c3O DE CR\u00c9DITOS. INSOLV\u00caNCIA&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>APELA\u00c7\u00c3O N&ordm; <\/strong>511\/10.0TBSEI-E.C1 <br \/> <strong>Relator: <\/strong>HENRIQUE ANTUNES&nbsp; <br \/> <strong>Data do Acord\u00e3o: <\/strong>15-01-2013 <br \/> <strong>Tribunal:<\/strong> TRIBUNAL JUDICIAL DE SEIA &ndash; 1&ordm; JU\u00cdZO <br \/> <strong>Legisla\u00e7\u00e3o:<\/strong> ART&ordm;S 410&ordm;, N&ordm; 1, 442&ordm; E 755&ordm;, N&ordm; 1, AL. F) DO C. CIVIL; 128&ordm;, N&ordm;S 1 E 3 E 129&ordm;, N&ordm; 1 DO CIRE. <br \/> <strong>Sum\u00e1rio: <\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify\">Dada a sua natureza de recurso de repondera\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de reexame, na apela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel a alega\u00e7\u00e3o de factos novos.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Contrato promessa \u00e9 o contrato pelo qual as partes, ou uma delas, se obriga a celebrar novo contrato &ndash; o contrato definitivo (art&ordm; 410&ordm;, n&ordm; 1 do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Sendo o direito do adquirente dotado de efic\u00e1cia real ele \u00e9 investido n\u00e3o apenas no direito de cr\u00e9dito \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do contrato definitivo, mas simultaneamente num direito real de aquisi\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Faltando efic\u00e1cia real \u00e0 promessa, o promitente adquirente apenas tem a seu favor um direito de cr\u00e9dito \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do contrato definitivo.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Havendo sinal e o promitente fiel for o adquirente, e este n\u00e3o opte pela execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica ou esta n\u00e3o seja j\u00e1 poss\u00edvel, assiste-lhe o direito de exigir o dobro do que prestou, ou caso, tenha havido tradi\u00e7\u00e3o da coisa objecto do contrato definitivo prometido, o valor desta, objectivamente determinado ao tempo do n\u00e3o cumprimento, com dedu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o convencionado, e a restitui\u00e7\u00e3o do sinal e da parte do pre\u00e7o que tenha pago (art&ordm; 442&ordm;, n&ordm;s 1, 2, 2&ordf; parte, e 3 do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A lei disponibiliza para estes cr\u00e9ditos resultantes do n\u00e3o cumprimento do contrato promessa, sempre que tenha havido traditio da coisa prometida, uma tutela particularmente en\u00e9rgica: o direito de reten\u00e7\u00e3o (art&ordm; 755&ordm;, n&ordm; 1 f) do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">&nbsp;Um dos pressupostos do direito de reten\u00e7\u00e3o \u00e9 a exist\u00eancia de um nexo causal entre o cr\u00e9dito e a coisa: \u00e9 o que decorre da declara\u00e7\u00e3o da lei de que o cr\u00e9dito deve resultar de despesas por causa da coisa ou de danos por ela causados (art&ordm; 754&ordm; do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Contudo, essa conex\u00e3o pode tamb\u00e9m ser estabelecida pelo facto de a deten\u00e7\u00e3o resultar de uma rela\u00e7\u00e3o legal ou contratual \u00e0 qual a lei reconhe\u00e7a, como garantia, aquele direito.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Est\u00e1 nestas condi\u00e7\u00f5es, precisamente a reten\u00e7\u00e3o reconhecida ao benefici\u00e1rio da promessa de transmiss\u00e3o ou constitui\u00e7\u00e3o de direito real para quem a coisa objecto mediato definitivo prometido tenha sido traditada, no tocante ao cr\u00e9dito resultante do n\u00e3o cumprimento dele pelo outro promitente (art&ordm; 755 n&ordm; 1 f) do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Todavia, a verdade \u00e9 que o texto da lei abrange, sem qualquer distinguo ou reserva, todos os contratos promessa de transmiss\u00e3o ou constitui\u00e7\u00e3o de direito real em que tenha havido tradi\u00e7\u00e3o da coisa &ndash; versem esses contratos sobre pr\u00e9dios (urbano ou r\u00fasticos) ou sobre coisas m\u00f3veis.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Concluindo-se, v.g., que a traditio visou antecipar a realiza\u00e7\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es objecto do contrato definitivo, o que suceder\u00e1, por exemplo, quando o pre\u00e7o est\u00e1 pago na totalidade ou em grande parte, e o promitente adquirente exerce sobre a coisa poderes de facto correspondentes ao direito real de propriedade, haver\u00e1 posse nos termos deste \u00faltimo direito real.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A traditio exigida para que se constitua o direito de reten\u00e7\u00e3o reclama apenas a deten\u00e7\u00e3o material l\u00edcita da coisa &ndash; n\u00e3o sendo necess\u00e1rio, para esse efeito, uma posse.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Por outras palavras: a posse n\u00e3o constitui requisito daquela garantia real.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Deste modo, os pressupostos do direito de reten\u00e7\u00e3o do promitente adquirente s\u00e3o apenas estes: a traditio da coisa ou coisas, objecto mediato do contrato definitivo prometido; o incumprimento definitivo do contrato promessa pelo promitente alienante; a titularidade pelo promitente adquirente, por virtude desse incumprimento, de um direito de cr\u00e9dito.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Para a constitui\u00e7\u00e3o da reten\u00e7\u00e3o n\u00e3o se exige sequer a declara\u00e7\u00e3o de incumprimento: \u00e9 suficiente a tradi\u00e7\u00e3o da coisa prometida vender, conjugada com a titularidade, pelo promitente adquirente de um direito de cr\u00e9dito relativamente \u00e0 contraparte.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Nem a reclama\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos em processo de insolv\u00eancia est\u00e1 na depend\u00eancia da exist\u00eancia de um t\u00edtulo executivo, nem \u00e9 necess\u00e1rio que a garantia real representada pelo direito de reten\u00e7\u00e3o se mostre reconhecido por senten\u00e7a.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A interven\u00e7\u00e3o, na insolv\u00eancia, dos credores do insolvente, se n\u00e3o restringe \u00e0queles que se encontre munidos de t\u00edtulo executivo, antes se encontra aberta a todos os credores, seja qual for a natureza ou fundamento do seu cr\u00e9dito (art&ordm;s 128 n&ordm;s 1 e 3 e 129 n&ordm; 1 do CIRE).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O processo de insolv\u00eancia \u00e9 uma execu\u00e7\u00e3o colectiva ou universal (art&ordm; 1&ordm; do CIRE).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">No processo de insolv\u00eancia, n\u00e3o constitui pressuposto da interven\u00e7\u00e3o dos credores do insolvente a exist\u00eancia de um t\u00edtulo executivo.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O reconhecimento do direito de reten\u00e7\u00e3o pelo promitente comprador n\u00e3o depende da verifica\u00e7\u00e3o, por senten\u00e7a, dos respectivos pressupostos, n\u00e3o sendo exig\u00edvel que esteja munido de t\u00edtulo executivo nem a apresenta\u00e7\u00e3o daquela senten\u00e7a, sendo inteiramente admiss\u00edvel que o reconhecimento do cr\u00e9dito e da garantia alegadas seja feita, no contexto da ac\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia, no processo de verifica\u00e7\u00e3o e gradua\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Para que o direito de reten\u00e7\u00e3o se deva reconhecer ao promitente, \u00e9 suficiente uma traditio ficta &ndash; a entrega de um objecto que representa simbolicamente a coisa e permita a actua\u00e7\u00e3o material sobre ela. \u00c9 o que ocorre, frequentemente, no caso de pr\u00e9dios urbanos ou de frac\u00e7\u00f5es de pr\u00e9dio urbano, em que basta para a realiza\u00e7\u00e3o da traditio a entrega das chaves &#8211; que n\u00e3o ocorra no local &#8211; que permitam aceder aqueles bens.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O direito de reten\u00e7\u00e3o resolve-se no direito conferido ao credor, que encontra na posse de certa coisa pertencente ao devedor de, n\u00e3o s\u00f3 recusar a entrega dela enquanto o devedor n\u00e3o cumprir, mas tamb\u00e9m, de executar a coisa e se pagar \u00e0 custa do valor dela, com prefer\u00eancia sobre os demais credores.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O direito de reten\u00e7\u00e3o, porque disp\u00f5e de sequela &ndash; de que a iner\u00eancia, i.e. inseparabilidade do direito real e da coisa \u00e9 a no\u00e7\u00e3o base &ndash; \u00e9 um verdadeiro real.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O direito de reten\u00e7\u00e3o prevalece mesmo sobre o direito de cr\u00e9dito garantido por hipoteca ainda que anteriormente constitu\u00edda, rectius, registada (art&ordm; 759&ordm;, n&ordm; 2 do C\u00f3digo Civil).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Declarada a insolv\u00eancia do dono da coisa, o retentor ter\u00e1 que a entregar ao administrador, dado que tratando-se de bem do insolvente, e, portanto, integrante da massa, aquele ter\u00e1 que a apreender, mas sem que aquele direito real de extinga (art&ordm;s 46&ordm;, n&ordm; 1, 149&ordm; e 150&ordm; do CIRE).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O retentor ter\u00e1, pois, de reclamar o seu direito de cr\u00e9dito (art&ordm; 47&ordm;, n&ordm; 4 a) do CIRE).\n<p>     <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.dgsi.pt\/jtrc.nsf\/8fe0e606d8f56b22802576c0005637dc\/fcfe3256279b94d680257afb004e0cfa?OpenDocument\" rel=\"noopener noreferrer\">Consultar texto integral<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_25473\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"25473\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon small\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img src=\"https:\/\/trc.pt\/2020\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader.gif\" border=0 \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p>DIREITO DE RETEN\u00c7\u00c3O. CONTRATO PROMESSA DE COMPRA E VENDA. TRADI\u00c7\u00c3O DA COISA. RECLAMA\u00c7\u00c3O DE CR\u00c9DITOS. 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