{"id":37473,"date":"2020-08-14T09:50:33","date_gmt":"2020-08-14T09:50:33","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/2020\/?page_id=37473"},"modified":"2020-08-14T10:03:21","modified_gmt":"2020-08-14T10:03:21","slug":"curiosidades","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/curiosidades\/","title":{"rendered":"Curiosidades"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>DO COL\u00c9GIO DE S. TOM\u00c1S AO PAL\u00c1CIO DA JUSTI\u00c7A DE COIMBRA<\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_single_image image=&#8221;37474&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_single_image image=&#8221;37479&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Em\u00a0<strong>1537<\/strong>, por decis\u00e3o do monarca\u00a0<strong>D. Jo\u00e3o III<\/strong>, deu-se a\u00a0<strong>transfer\u00eancia definitiva<\/strong>\u00a0da<strong>\u00a0Universidade de Lisboa<\/strong>\u00a0para\u00a0<strong>Coimbra<\/strong>, acompanhada da reforma dos estudos gerais imbu\u00edda do esp\u00edrito do movimento human\u00edstico renascentista, ent\u00e3o reinante nas principais universidades europeias, com grande destaque na de Paris e de Salamanca. Coube a\u00a0<strong>Frei Br\u00e1s de Braga,<\/strong>\u00a0monge culto e empreendedor, conjeturar o tra\u00e7ado da\u00a0<strong>Rua da Sofia, ou da Sabedoria<\/strong>, onde seriam alinhados os v\u00e1rios\u00a0<strong>col\u00e9gios universit\u00e1rios<\/strong>, ligados a ordens religiosas com fun\u00e7\u00f5es de pensionato, assist\u00eancia e ensino, e que ir\u00e1 revolucionar, em termos urban\u00edsticos e culturais, uma vasta \u00e1rea anexa ao Mosteiro de Santa Cruz, desde a Pra\u00e7a de San\u00e7\u00e3o ao Arco de Santa Margarida. Esta art\u00e9ria, de fei\u00e7\u00e3o renascentista de invulgar largura e extens\u00e3o, \u00e9 toda ela um monumento \u00e0 sabedoria, \u00e0 cultura e \u00e0s artes. Nela foram edificados os seguintes col\u00e9gios: S. Miguel e Todos os Santos, S. Boaventura, S. Bernardo, Carmo, Gra\u00e7a, S. Domingos, S. Pedro dos Terceiros e S. Tom\u00e1s.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Col\u00e9gio de S. Tom\u00e1s<\/strong>, dedicado ao estudo de Teologia e Filosofia, com risco arquitet\u00f3nico de Diogo de Castilho, ter\u00e1 come\u00e7ado a ser constru\u00eddo em\u00a0<strong>1549<\/strong>, sob a dire\u00e7\u00e3o do seu Reitor Frei Martinho de Ledesma (religioso espanhol da Ordem de S. Domingos e Lente de Escritura na Faculdade de Teologia). O<strong>\u00a0Portal do Col\u00e9gio<\/strong>\u00a0foi contratado aos mestres P\u00earo Lu\u00eds, Jo\u00e3o Lu\u00eds e Ant\u00f3nio Fernandes por 40 mil r\u00e9is. Este Portal foi retirado em 1930 e aplicado na fachada norte do Museu Machado de Castro. Dirigiu a desmontagem o Eng\u00ba Castelo Branco, coadjuvado pelo Escultor Jo\u00e3o Machado J\u00fanior. A C\u00e2mara Municipal encarregou-se do transporte da cantaria, colocada no Museu pelo Arquitecto Baltazar de Castro, sendo encarregado da obra o Mestre Manuel Cardoso. O claustro inferior foi executado em 1555 por Jo\u00e3o Lu\u00eds. Todo o edif\u00edcio est\u00e1 assente num sistema engenhoso de estacaria em pinho, implantado cerca de 15 metros acima dos alicerces.<\/p>\n<p>Pouco se sabe das anteriores utiliza\u00e7\u00f5es do terreno da implanta\u00e7\u00e3o deste Col\u00e9gio, embora no livro \u201cNotas sobre a estrutura urbana da Aeminium\u201d, de V. G. Mantas, edi\u00e7\u00e3o de 1992, na p\u00e1gina 500, se encontre uma refer\u00eancia \u00e0 exist\u00eancia de uma necr\u00f3pole isl\u00e2mica \u201c<em>marmoiral de moiros<\/em>\u201d, no tro\u00e7o final da Rua da Sofia.<\/p>\n<p>Da f\u00e1brica primitiva apenas resta o claustro t\u00e9rreo renascentista e o p\u00e1tio interior. Remontar\u00e1 tamb\u00e9m ao per\u00edodo inaugural da constru\u00e7\u00e3o, o portal da fachada norte, em arco de volta perfeita, encimada pela est\u00e1tua do patrono S. Tom\u00e1s, hoje implantado na fachada lateral do Museu Machado de Castro.<\/p>\n<p>Em 1808, durante as invas\u00f5es francesas, o Col\u00e9gio de S. Tom\u00e1s serviu de Quartel General das tropas invasoras comandadas por Junot. Era altura dos livros e sebentas darem lugar aos sabres e carabinas ou a qualquer utens\u00edlio dom\u00e9stico ou agr\u00edcola, adaptados a uma nova fun\u00e7\u00e3o \u2013 chacinar os franceses. Foram formados, neste per\u00edodo, os c\u00e9lebres Batalh\u00f5es Acad\u00e9micos impulsionados pelo estudante Bernardo Zagalo. No Laborat\u00f3rio Chimico, fabricou-se p\u00f3lvora e outras muni\u00e7\u00f5es de guerra, que os franceses haveriam de \u201cprovar\u201d. Com a chegada a Coimbra de um Comando do ex\u00e9rcito, vindo do Porto, com centenas de patriotas volunt\u00e1rios que eram incorporados pelo caminho, montou-se uma estrat\u00e9gia, juntamente com o Batalh\u00e3o Acad\u00e9mico, de ataque ao basti\u00e3o dos franceses na cidade \u2013 o Col\u00e9gio de S. Tom\u00e1s. Tomado o Col\u00e9gio seguiu-se a liberta\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal e do Mosteiro de Santa Cruz. Depois desta triunfante resist\u00eancia na cidade, prosseguiram as fa\u00e7anhas her\u00f3icas destes Batalh\u00f5es na tomada do Forte de Santa Catarina na Figueira da Foz e nas tomadas dos Fortes da Nazar\u00e9 e de Peniche at\u00e9 ao desembarque dos nossos \u201caliados\u201d ingleses.<\/p>\n<p>Com o fim da Guerra Peninsular e a expuls\u00e3o dos franceses, foi retomado o ensino no Col\u00e9gio at\u00e9 \u00e0 extin\u00e7\u00e3o das ordens religiosas, conforme o estipulado no Decreto de 31 de Maio de 1834, tendo sido incorporado na Fazenda Nacional.<\/p>\n<p>No per\u00edodo que se seguiu, de instabilidade pol\u00edtica e de crise social, assistiu-se \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, que passou a funcionar como armaz\u00e9m de madeiras e f\u00e1brica de m\u00f3veis at\u00e9 1892, data em que foi adquirido pela fam\u00edlia dos\u00a0<strong>Condes do Ameal<\/strong>.<\/p>\n<p>Coube ao\u00a0<strong>Arquiteto Augusto da Silva Pinto<\/strong>\u00a0em\u00a0<strong>1895<\/strong>, a incumb\u00eancia de projetar a transforma\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio de S. Tom\u00e1s em\u00a0<strong>Palacete Senhorial<\/strong>. Desse projeto, que n\u00e3o chegou a concretizar-se na sua totalidade, chegaram at\u00e9 n\u00f3s as linhas neo-renascentistas. As fachadas sul e posterior, voltadas, respetivamente, para as Ruas Manuel Rodrigues e Rosa Falc\u00e3o, atingiram o aspeto que hoje lhe conhecemos. A fachada principal nunca chegou a entrar em obras, tendo mantido, at\u00e9\u00a0<strong>1928<\/strong>, o aspeto herdado do Col\u00e9gio de S. Tom\u00e1s.<\/p>\n<p>Em\u00a0<strong>25 de Janeiro de 1928<\/strong>, o palacete veio a ser adquirido, por 625 contos, pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a \u00e0 firma\u00a0<strong>A. Amado, Lda<\/strong>. A remodela\u00e7\u00e3o do Palacete Ameal e sua convers\u00e3o em\u00a0<strong>Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a<\/strong>\u00a0foi ent\u00e3o confiada a uma comiss\u00e3o presidida pelo\u00a0<strong>Presidente da Rela\u00e7\u00e3o de Coimbra<\/strong>,\u00a0<strong>Dr. Forjaz de Sampaio<\/strong>, que entregou o estudo do projeto ao<strong>\u00a0Engenheiro Manuel de Azevedo Castelo Branco<\/strong>, que enveredou por adotar a vers\u00e3o neo-renascentista, em curso desde os trabalhos do\u00a0<strong>Arquiteto Silva Pinto<\/strong>. As obras de serralharia foram entregues a\u00a0<strong>Daniel Rodrigues\u00a0<\/strong>que, juntamente com\u00a0<strong>Albertino Marques<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Ant\u00f3nio da Concei\u00e7\u00e3o,<\/strong>\u00a0executou, em ferro forjado, os grandes port\u00f5es da entrada principal. No port\u00e3o central existe uma simb\u00f3lica figura da Justi\u00e7a que teve como modelo uma filha de Daniel Rodrigues, a D. Maria Augusta. No interior de cada medalh\u00e3o, os artistas deixaram moedas de 10$00 em prata. O entalhado das principais portas \u00e9 da autoria de\u00a0<strong>\u00c1lvaro Ferreira<\/strong>. Os pain\u00e9is cer\u00e2micos foram executados pelo pintor ceramista\u00a0<strong>Jorge Cola\u00e7o\u00a0<\/strong>da Cer\u00e2mica Lusit\u00e2nia. Por sua vez, a obra escult\u00f3rica foi entregue a\u00a0<strong>Jo\u00e3o Machado J\u00fanior,<\/strong>\u00a0o qual fora chamado a continuar a obra do pai (<strong>Jo\u00e3o Machado)<\/strong>, que tinha trabalhado desde os finais do s\u00e9culo XIX at\u00e9 ao primeiro quartel do s\u00e9culo XX no Palacete Ameal. Na fachada principal o Front\u00e3o foi desenhado pelo escultor portuense\u00a0<strong>Henrique Moreira\u00a0<\/strong>e executado por\u00a0<strong>Jo\u00e3o Machado J\u00fanior;<\/strong>\u00a0em Outubro de 1961 foi colocada no lado sul em nicho pr\u00f3prio, uma escultura representando a jurisprud\u00eancia, da autoria do escultor conimbricense\u00a0<strong>Cabral Antunes<\/strong>.<\/p>\n<p>A obra, conclu\u00edda como a conhecemos hoje, foi inaugurada em\u00a0<strong>6 de Maio de 1934<\/strong>.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] DO COL\u00c9GIO DE S. 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