{"id":37403,"date":"2020-08-14T09:13:05","date_gmt":"2020-08-14T09:13:05","guid":{"rendered":"https:\/\/trc.pt\/2020\/?page_id=37403"},"modified":"2020-08-14T09:27:46","modified_gmt":"2020-08-14T09:27:46","slug":"historia-do-palacio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/trc.pt\/2020\/historia-do-palacio\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Pal\u00e1cio"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]<strong>A RUA DA SANTA SOFIA:<\/strong><\/p>\n<p>Quem a conjecturou foi um Monge culto \u2013\u00a0<b>Frei Br\u00e1s de Braga,\u00a0<\/b>da\u00a0Ordem de S. Jer\u00f3nimo, que a projectou para nela serem instalados os v\u00e1rios\u00a0<strong>Col\u00e9gios Universit\u00e1rios<\/strong>\u00a0a serem edificados pelas Institui\u00e7\u00f5es mon\u00e1sticas e religiosas, ap\u00f3s a\u00a0<strong>reforma r\u00e9gia da Universidade<\/strong>\u00a0e da transfer\u00eancia desta de Lisboa para\u00a0<strong>Coimbra<\/strong>\u00a0em\u00a0<strong>1537\u00a0<\/strong>(reflexo da pol\u00edtica reformista de\u00a0<strong>D. Jo\u00e3o III<\/strong>). A nova Rua de fei\u00e7\u00e3o renascentista, causou espanto geral, dada a sua consider\u00e1vel largura.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;37387&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_single_image image=&#8221;37390&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<strong>O COL\u00c9GIO DE S. TOM\u00c1S DE AQUINO:<\/strong><\/p>\n<p>A edifica\u00e7\u00e3o deste im\u00f3vel foi iniciada em\u00a0<strong>1549,<\/strong>\u00a0com projecto do\u00a0<strong>Arquitecto Diogo de Castilho<\/strong>\u00a0\u2013 contempor\u00e2neo de Jo\u00e3o de Ru\u00e3o e de Nicolau Chanterenne &#8211; e nele foi instalado o\u00a0<strong>Col\u00e9gio Universit\u00e1rio de S. Tom\u00e1s de Aquino,<\/strong>\u00a0pertencente \u00e0\u00a0<strong>Ordem de S. Domingos<\/strong>.<\/p>\n<p>Do edif\u00edcio primitivo, apenas resta o Claustro renascentista e o p\u00e1tio ajardinado, com o eixo central marcado pelo tanque de \u00e1gua, numa poss\u00edvel evoca\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do Jardim do \u00c9den e da Fonte da Vida; o portal da fachada nobre em arco de volta perfeita, e encimada pela est\u00e1tua do patrono, est\u00e1 hoje implantado na fachada lateral do Museu Machado de Castro.<br \/>\nFuncionou como Col\u00e9gio Universit\u00e1rio at\u00e9 \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Liberal e foi incorporado na Fazenda Nacional (como os outros Col\u00e9gios) em\u00a0<strong>1834<\/strong>.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]<b>PALACETE DOS CONDES DO AMEAL:<\/b><\/p>\n<p>Foi adquirido pela fam\u00edlia dos\u00a0<strong>Condes do Ameal<\/strong>\u00a0em\u00a0<strong>1892<\/strong>, numa fase em que aqui funcionaria um armaz\u00e9m de madeiras. Em\u00a0<strong>1895<\/strong>, o\u00a0<strong>Arquitecto Silva Pinto<\/strong>\u00a0foi incumbido de projectar a transforma\u00e7\u00e3o do extinto Col\u00e9gio em\u00a0<strong>Palacete Senhorial\u00a0<\/strong>\u2013 desta interven\u00e7\u00e3o chega at\u00e9 hoje as fachadas voltadas para a Rua Manuel Rodrigues e Rua Rosa Falc\u00e3o. A fachada principal nunca chegou a entrar em obras, tendo mantido at\u00e9 1928 a configura\u00e7\u00e3o herdada do Col\u00e9gio de S\u00e3o Tom\u00e1s.[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;37392&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/4&#8243;][vc_single_image image=&#8221;37396&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;3\/4&#8243;][vc_column_text]<b>CRIA\u00c7\u00c3O DA RELA\u00c7\u00c3O DE COIMBRA:<\/b><\/p>\n<p>Entretanto em <strong>8 de Maio de 1918<\/strong>, sob grande influ\u00eancia de Sid\u00f3nio Pais (Presidente da Rep\u00fablica e antigo lente da Universidade) e do Professor Alberto dos Reis (lente na Faculdade de Direito), foi criada a\u00a0<strong>Rela\u00e7\u00e3o de Coimbra<\/strong>\u00a0que foi instalada provisoriamente na\u00a0<strong>Cadeia Penitenci\u00e1ria<\/strong>\u00a0at\u00e9\u00a0<strong>1928<\/strong>.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]<b>PAL\u00c1CIO DA JUSTI\u00c7A:<\/b><\/p>\n<p>Em 1928, o atual im\u00f3vel foi adquirido pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a por 625 contos \u00e0 Firma A. Amado, Lda (que entretanto o tinha adquirido aos antigos propriet\u00e1rios), para nele ser instalado o Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a;<br \/>\nA remodela\u00e7\u00e3o foi confiada a uma comiss\u00e3o administrativa encabe\u00e7ada pelo\u00a0<strong>Presidente da Rela\u00e7\u00e3o, Dr. Forjaz Sampaio<\/strong>, sob a direc\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do\u00a0<strong>Eng\u00ba Castelo Branco,<\/strong>\u00a0que enveredou pela adop\u00e7\u00e3o de um estilo Neo-Renascentista, em curso desde os trabalhos do\u00a0<strong>Arquitecto Silva Pinto<\/strong>\u00a0(fachadas voltadas para as ruas Manuel Rodrigues e Rosa Falc\u00e3o).<br \/>\nA transfer\u00eancia do Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o deu-se em\u00a0<strong>27 de Outubro de 1928<\/strong>\u00a0da Penitenci\u00e1ria para este local, com o edif\u00edcio transformado em estaleiro de obras e com as fachadas rodeadas de tapumes e andaimes.<br \/>\nEra pol\u00edtica do regime sa\u00eddo da Revolu\u00e7\u00e3o de 1926 \u2013<strong>\u00a0<\/strong><b>a ditadura militar, prosseguido depois pelo Estado Novo<\/b>\u00a0<strong>&#8211;<\/strong>\u00a0dar uma imagem emblem\u00e1tica \u201cmajestosa\u201d e \u201cgrandiosa\u201d \u00e1s instala\u00e7\u00f5es dos Tribunais e de outros edif\u00edcios p\u00fablicos.<\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a das Catedrais Medievais onde a gesta divina era narrada na pedra, nos vitrais e nos ret\u00e1bulos, o novo Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a prop\u00f5e-se inculcar uma li\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3ria de Portugal, de sentido \u00e9pico, inspirada nos \u201cLus\u00edadas\u201d, atrav\u00e9s dos pain\u00e9is cer\u00e2micos decorativos, consignados \u00e0 \u201cCer\u00e2mica Lusit\u00e2nia\u201d e ao grande pintor ceramista Jorge Cola\u00e7o.<br \/>\nOs port\u00f5es s\u00e3o considerados a maior obra em ferro forjado no pa\u00eds e foram executados pelos artistas de Coimbra Albertino Marques, Daniel Rodrigues e Ant\u00f3nio Maria da Concei\u00e7\u00e3o em 1933. No port\u00e3o central existe uma simb\u00f3lica figura da Justi\u00e7a que teve como modelo uma filha de Daniel Rodrigues, Augusta da Concei\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAs obras de remodela\u00e7\u00e3o neste per\u00edodo levaram \u00e0 configura\u00e7\u00e3o exterior actual: a cerim\u00f3nia solene de inaugura\u00e7\u00e3o foi feita em\u00a0<strong>6 de Maio de 1934<\/strong>, pelo ent\u00e3o\u00a0<strong>Ministro da Justi\u00e7a, Professor Manuel Rodrigues<\/strong>.<br \/>\nAqui foram instalados todos os\u00a0<strong>servi\u00e7os afectos \u00e0 Justi\u00e7a<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0<strong>Conservat\u00f3rias,<\/strong>\u00a0<strong>Not\u00e1rio<\/strong>,\u00a0<strong>Pol\u00edcia Judici\u00e1ria<\/strong>\u00a0e diversos\u00a0<strong>Tribunais<\/strong>.<\/p>\n<p>Em <strong>27 de Abril de 1959,<\/strong>\u00a0foi inaugurado o\u00a0<strong>sal\u00e3o nobre\u00a0<\/strong>pelo\u00a0<strong>Ministro da Justi\u00e7a, Professor Antunes Varela.<\/strong>\u00a0O\u00a0projecto decorativo foi feito pelo\u00a0<strong>Arquitecto Amoroso Lopes,<\/strong>\u00a0que incluiu a reconstru\u00e7\u00e3o do tecto (substitu\u00eddo por caixot\u00f5es de madeira com frisos dourados), o revestimento das paredes com panos de damasco vermelho e paramento de madeira, um grande lustre de cristal e uma tape\u00e7aria encomendada ao pintor\u00a0<strong>Guilherme Camarinha\u00a0<\/strong>representando as Cortes de Coimbra de 1211. No mesmo dia foi inaugurada no mesmo local uma exposi\u00e7\u00e3o bibliogr\u00e1fica dos trabalhos relativos ao c\u00f3digo civil de 1867 (c\u00f3digo Seabra) e do futuro c\u00f3digo civil (1966).Na actualidade os \u00fanicos servi\u00e7os aqui existentes s\u00e3o o\u00a0<strong>Tribunal da Rela\u00e7\u00e3o de Coimbra,<\/strong>\u00a0o\u00a0<strong>ju\u00edzo central criminal de Coimbra<\/strong>\u00a0e o\u00a0<strong>ju\u00edzo local criminal de Coimbra<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><b>(Compila\u00e7\u00e3o feita<\/b><b>\u00a0por Ant\u00f3nio Letra)<\/b><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;37418&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][vc_single_image image=&#8221;37419&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][vc_single_image image=&#8221;37420&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;center&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]A RUA DA SANTA SOFIA: Quem a conjecturou foi um Monge culto \u2013\u00a0Frei Br\u00e1s de Braga,\u00a0da\u00a0Ordem de S. 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